EMPREENDEDORISMO
Coanfitrião de Airbnb: Como Funciona, Quanto Ganha e Como se Formalizar em 2026
Gerenciar imóveis alheios no Airbnb virou uma profissão reconhecida pela plataforma. Mas a maioria dos coanfitriões que recebe mais de R$ 4.000 por mês ainda opera como pessoa física sem perceber quanto está perdendo no imposto.

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A ideia de ganhar dinheiro com Airbnb sem ter imóvel próprio existe há anos, mas em outubro de 2024 ela ganhou respaldo oficial no Brasil: o Airbnb lançou a Rede de Co-anfitriões, selecionando 10 mil profissionais com avaliação média de 4,86 estrelas para conectar proprietários que querem delegar a operação sem contratar uma gestora.
Em 2026, o papel do co-anfitrião cresceu tanto em volume quanto em complexidade. A Reforma Tributária alterou a carga sobre quem opera como pessoa física, o Airbnb passou a exigir CPF ou CNPJ de todos os anfitriões ativos no Brasil, e quem ainda não entendeu como se formalizar corretamente está pagando mais imposto do que precisaria.
Este artigo explica como funciona o co-anfitrião dentro da plataforma, quanto ganha na prática e o caminho correto para regularizar a atividade em 2026.
O Que É o Coanfitrião no Airbnb
Coanfitrião é um papel oficial reconhecido pelo Airbnb. É uma pessoa adicionada ao anúncio de outro anfitrião com permissões para gerenciar parte ou a totalidade da operação, sem ser dona do imóvel e sem aparecer para o hóspede como responsável principal pela hospedagem.
O anfitrião original mantém controle total sobre tudo que envolve dinheiro e propriedade do anúncio: dados de pagamento, configuração de preços-base, propriedade do cadastro e possibilidade de excluir o anúncio. O coanfitrião não tem acesso a dados bancários do anfitrião, não pode remover o anúncio e não pode transferir a titularidade da conta.
O que o co-anfitrião pode fazer depende das permissões que o anfitrião conceder no painel da plataforma. As funções mais comuns são: responder mensagens de hóspedes, ajustar o calendário e bloquear datas, alterar preços dentro de regras predefinidas, coordenar o processo de check-in e check-out, gerenciar avaliações e acompanhar pendências de reservas.
O que geralmente não está incluído por padrão: organização de limpeza, manutenção física do imóvel e presença presencial. Essas responsabilidades precisam ser definidas em contrato separado com o proprietário.
Desde a atualização de 2024, o limite é de até 10 co-anfitriões por anúncio. Na prática, a maioria dos anúncios opera com um ou dois.
A Rede de Co-anfitriões do Airbnb no Brasil
Em outubro de 2024, o Airbnb lançou oficialmente no Brasil a Rede de Co-anfitriões: um diretório de profissionais avaliados pela plataforma que proprietários podem contratar diretamente pelo site do Airbnb para gerenciar seus imóveis.
A Rede não cobra comissão do Airbnb pela conexão. A plataforma apenas facilita o encontro entre proprietário e co-anfitrião. Preço, escopo do serviço, forma de pagamento e responsabilidades são definidos diretamente entre as partes.
Estar na Rede é uma forma de captação, não uma exclusividade. Um co-anfitrião pode ter clientes tanto via Rede quanto via indicação direta, grupos locais de proprietários ou parcerias com corretores.
Quanto Ganha o Co-anfitrião de Airbnb
A remuneração padrão do coanfitrião é um percentual sobre a receita líquida do imóvel, descontada a comissão do Airbnb.
A faixa de mercado em 2026 é de 20% a 30% da receita líquida:
Coanfitrião iniciante (até 3 imóveis sob gestão): cobra 25% a 30%. O percentual maior compensa o menor volume e a curva de aprendizado na operação.
Coanfitrião estabelecido (5 ou mais imóveis): trabalha com 20% a 22%. O ganho de escala permite cobrar menos por imóvel e ainda ter resultado mensal superior.
Em capitais de alto volume como São Paulo e Rio de Janeiro: a tendência é o limite inferior da faixa, porque o valor absoluto da receita por imóvel já é alto o suficiente para o coanfitrião aceitar um percentual menor.
Em termos de renda mensal, um coanfitrião com 3 imóveis em São Paulo, cada um gerando R$ 5.000 líquidos por mês, cobrando 25%, recebe R$ 3.750 mensais. Com 5 imóveis na mesma base e comissão de 22%, o total sobe para R$ 5.500.
O Airbnb processa o pagamento do coanfitrião diretamente. O anfitrião principal configura o percentual ou valor fixo na seção "Pagamentos de co-anfitrião" e a plataforma transfere automaticamente após cada reserva. Isso elimina o risco de calote nas reservas processadas dentro do Airbnb. Reembolsos de despesas, gorjetas e comissões extras negociadas fora da plataforma ainda dependem de acordo entre as partes.
Como Captar os Primeiros Proprietários
Começar na função de coanfitrião exige construção de reputação antes de ter reputação. O ciclo inicial mais eficaz em 2026 passa por três caminhos:
Grupos locais de proprietários. WhatsApp, Telegram e grupos de Facebook de anfitriões de Airbnb por cidade são os ambientes onde proprietários trocam informações e expressam dificuldades operacionais. Um coanfitrião presente e útil nesses grupos cria visibilidade antes de qualquer anúncio.
Parceria com corretores de aluguel. Corretores que lidam com aluguel residencial frequentemente recebem pedidos de locação por temporada de clientes que não querem operar na plataforma. Essa é uma fonte de leads que não é disputada diretamente.
Começar com um imóvel conhecido. O erro mais frequente de quem está começando é prometer resultados antes de ter processo comprovado. Trabalhar o primeiro imóvel de forma gratuita ou com comissão reduzida por 30 dias, documentar os resultados e usar isso como portfólio funciona melhor do que qualquer argumentação de venda.
Como se Formalizar: MEI, EI ou CNPJ no Simples
Essa é a parte que mais co-anfitriões erram, geralmente por seguir orientações genéricas sobre formalização de anfitriões que se aplicam ao dono do imóvel, não ao prestador de serviço de gestão.
O coanfitrião exerce uma atividade de serviço, não de hospedagem. A distinção é importante porque define qual CNAE se aplica e qual estrutura jurídica faz sentido.
MEI: Quando Serve e Quando Não Serve
O MEI pode ser uma opção para o co-anfitrião desde que a atividade de gestão que ele exerce esteja na lista de CNAEs permitidos para MEI. A restrição frequentemente mencionada, a de que MEI não serve para atividades de hospedagem, refere-se ao anfitrião dono do imóvel, não ao coanfitrião prestador de serviços de gestão.
A limitação do MEI que torna a formalização inadequada para co-anfitriões com crescimento é o teto de faturamento anual de R$ 81.000 (R$ 6.750 por mês). Quem tem 3 imóveis ou mais sob gestão com remuneração de 25% geralmente supera esse limite em poucos meses de operação consistente.
Simples Nacional: O Caminho Mais Comum Acima de R$ 4.000 por Mês
Para co-anfitriões com receita mensal recorrente acima de R$ 4.000, o Simples Nacional no regime de prestação de serviços tende a ser significativamente mais eficiente do que a tributação como pessoa física.
A comparação em 2026 ficou ainda mais relevante com a Reforma Tributária: a carga combinada de IR, IBS e CBS para pessoa física pode chegar a 44% nas faixas mais altas de renda, enquanto o Simples Nacional começa com alíquotas de 6% no Anexo III para prestadores de serviços com Fator R favorável.
Para entender qual CNPJ faz sentido para a sua atividade específica, o guia sobre como tirar CNPJ para atividade no Airbnb cobre as opções disponíveis com análise de cada regime.
O Que Muda em 2026
CNPJ ou CPF obrigatório no Airbnb. A partir de 2026, o Airbnb passou a exigir CPF ou CNPJ de todos os anfitriões com imóveis ativos no Brasil. Para o co-anfitrião, que já opera dentro da conta do anfitrião principal, o dado de identificação que importa para a Receita Federal é o CNPJ ou CPF cadastrado na seção de pagamentos de co-anfitrião. Verifique se o seu dado está correto.
Reforma Tributária e IBS/CBS. A CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal) estão em fase de transição desde 2026. Para prestadores de serviços no Simples Nacional, 2026 ainda não representa mudança prática significativa no valor do DAS, mas a decisão entre regime unificado e regime híbrido chega em setembro de 2026 com efeito para 2027. Quem ainda não conversou com contador sobre isso tem uma janela aberta por pouco tempo.
O Contrato Com o Proprietário
O Airbnb não formaliza o acordo entre anfitrião e coanfitrião além do cadastro na plataforma. Tudo que fica de fora do painel, que é a maior parte do que o coanfitrião faz na prática, depende de contrato próprio.
Um contrato funcional precisa cobrir no mínimo:
Escopo do serviço: o que o coanfitrião faz (comunicação, calendário, check-in, limpeza via terceiros) e o que não faz (manutenção, reformas, vistoria estrutural).
Remuneração: percentual ou valor fixo, base de cálculo (receita bruta, líquida ou líquida após comissão do Airbnb), periodicidade de repasse, prazo.
Prazo e rescisão: duração mínima do contrato e condições de encerramento por qualquer das partes.
Responsabilidades: quem paga o que em caso de dano ao imóvel, quem aciona o seguro do Airbnb em caso de incidente com hóspede e quem responde por avaliações negativas geradas por problemas fora do controle do coanfitrião.
Erros Que Custam Clientes e Dinheiro
Comissão não definida antes de começar. "A gente vê depois" cria conflito inevitável quando o primeiro cheque chega. Defina percentual, base de cálculo e data de pagamento antes do primeiro hóspede.
Tempo de resposta acima de 30 minutos. O algoritmo do Airbnb penaliza tempos de resposta altos, derrubando o posicionamento do anúncio. Reservas que não acontecem são prejuízo direto para o proprietário e justificativa para encerrar o contrato com o coanfitrião.
Não enviar relatório mensal. Sem relatório, o proprietário não consegue ver o valor do serviço. Um relatório mensal com receita, taxa de ocupação, avaliação média e despesas, enviado todo dia 5 do mês seguinte, é o instrumento mais eficiente de retenção de cliente.
Prometer ocupação garantida. Coanfitrião entrega processo, não resultado garantido. Taxa de ocupação depende de localização, precificação e sazonalidade, variáveis que o coanfitrião influencia mas não controla integralmente.
A Facilite Pode Ajudar Com a Formalização
Escolher entre MEI, EI e Simples Nacional, identificar o CNAE correto para a atividade de gestão e garantir que a tributação de 2026 não consome uma parte desproporcional da comissão exige análise específica para a situação de cada coanfitrião. A contabilidade online da Facilite é especializada em airbnb e atividades de aluguel por temporada e pode ajudar nesse processo.
FAQ: Coanfitrião de Airbnb
O coanfitrião precisa ter imóvel próprio? Não. O coanfitrião gerencia o imóvel de outra pessoa. Não é dono, não assina o contrato de hospedagem e não responde diretamente pelos termos de serviço do Airbnb como responsável pelo anúncio.
Quanto o coanfitrião ganha? Entre 20% e 30% da receita líquida do imóvel, após a dedução da comissão do Airbnb. Iniciantes cobram 25% a 30%. Profissionais com carteira maior de imóveis costumam trabalhar com 20% a 22% por ganho de escala.
O Airbnb paga o coanfitrião diretamente? Sim, se o anfitrião configurar o pagamento de co-anfitrião na plataforma. O Airbnb processa o percentual definido e transfere automaticamente após cada reserva. O que fica de fora da plataforma, como reembolso de despesas, precisa ser acordado separadamente.
MEI serve para coanfitrião de Airbnb? Pode servir para volume baixo, mas tem limite de faturamento anual de R$ 81.000 (R$ 6.750 por mês). Quem tem mais de 3 imóveis sob gestão com comissão de 25% costuma ultrapassar esse teto rapidamente. Além disso, o CNAE precisa ser compatível com a atividade de gestão, não de hospedagem.
É obrigatório ter CNPJ para ser coanfitrião? Não é legalmente obrigatório, mas a partir de 2026, o Airbnb exige CPF ou CNPJ de todos os anfitriões ativos no Brasil. Para o coanfitrião, o dado de identificação precisa estar correto na seção de pagamentos de co-anfitrião. A formalização via CNPJ é recomendada para quem tem receita mensal recorrente acima de R$ 4.000.
Quantos imóveis um coanfitrião pode gerenciar? Operacionalmente, o modelo funciona bem até 5 a 9 imóveis gerenciados por uma pessoa solo. Acima disso, a operação exige equipe própria, o que aproxima o modelo de gestão profissional ou empresa de hospitalidade.
O coanfitrião pode ser removido do anúncio? Sim. O anfitrião principal pode remover o coanfitrião a qualquer momento pelo painel do Airbnb. Por isso, o contrato externo com prazo e condições de rescisão é importante para definir os direitos de ambas as partes fora da plataforma.
O Que É o Coanfitrião no Airbnb
Coanfitrião é um papel oficial reconhecido pelo Airbnb. É uma pessoa adicionada ao anúncio de outro anfitrião com permissões para gerenciar parte ou a totalidade da operação, sem ser dona do imóvel e sem aparecer para o hóspede como responsável principal pela hospedagem.
O anfitrião original mantém controle total sobre tudo que envolve dinheiro e propriedade do anúncio: dados de pagamento, configuração de preços-base, propriedade do cadastro e possibilidade de excluir o anúncio. O coanfitrião não tem acesso a dados bancários do anfitrião, não pode remover o anúncio e não pode transferir a titularidade da conta.
O que o co-anfitrião pode fazer depende das permissões que o anfitrião conceder no painel da plataforma. As funções mais comuns são: responder mensagens de hóspedes, ajustar o calendário e bloquear datas, alterar preços dentro de regras predefinidas, coordenar o processo de check-in e check-out, gerenciar avaliações e acompanhar pendências de reservas.
O que geralmente não está incluído por padrão: organização de limpeza, manutenção física do imóvel e presença presencial. Essas responsabilidades precisam ser definidas em contrato separado com o proprietário.
Desde a atualização de 2024, o limite é de até 10 co-anfitriões por anúncio. Na prática, a maioria dos anúncios opera com um ou dois.
A Rede de Co-anfitriões do Airbnb no Brasil
Em outubro de 2024, o Airbnb lançou oficialmente no Brasil a Rede de Co-anfitriões: um diretório de profissionais avaliados pela plataforma que proprietários podem contratar diretamente pelo site do Airbnb para gerenciar seus imóveis.
A Rede não cobra comissão do Airbnb pela conexão. A plataforma apenas facilita o encontro entre proprietário e co-anfitrião. Preço, escopo do serviço, forma de pagamento e responsabilidades são definidos diretamente entre as partes.
Estar na Rede é uma forma de captação, não uma exclusividade. Um co-anfitrião pode ter clientes tanto via Rede quanto via indicação direta, grupos locais de proprietários ou parcerias com corretores.
Quanto Ganha o Co-anfitrião de Airbnb
A remuneração padrão do coanfitrião é um percentual sobre a receita líquida do imóvel, descontada a comissão do Airbnb.
A faixa de mercado em 2026 é de 20% a 30% da receita líquida:
Coanfitrião iniciante (até 3 imóveis sob gestão): cobra 25% a 30%. O percentual maior compensa o menor volume e a curva de aprendizado na operação.
Coanfitrião estabelecido (5 ou mais imóveis): trabalha com 20% a 22%. O ganho de escala permite cobrar menos por imóvel e ainda ter resultado mensal superior.
Em capitais de alto volume como São Paulo e Rio de Janeiro: a tendência é o limite inferior da faixa, porque o valor absoluto da receita por imóvel já é alto o suficiente para o coanfitrião aceitar um percentual menor.
Em termos de renda mensal, um coanfitrião com 3 imóveis em São Paulo, cada um gerando R$ 5.000 líquidos por mês, cobrando 25%, recebe R$ 3.750 mensais. Com 5 imóveis na mesma base e comissão de 22%, o total sobe para R$ 5.500.
O Airbnb processa o pagamento do coanfitrião diretamente. O anfitrião principal configura o percentual ou valor fixo na seção "Pagamentos de co-anfitrião" e a plataforma transfere automaticamente após cada reserva. Isso elimina o risco de calote nas reservas processadas dentro do Airbnb. Reembolsos de despesas, gorjetas e comissões extras negociadas fora da plataforma ainda dependem de acordo entre as partes.
Como Captar os Primeiros Proprietários
Começar na função de coanfitrião exige construção de reputação antes de ter reputação. O ciclo inicial mais eficaz em 2026 passa por três caminhos:
Grupos locais de proprietários. WhatsApp, Telegram e grupos de Facebook de anfitriões de Airbnb por cidade são os ambientes onde proprietários trocam informações e expressam dificuldades operacionais. Um coanfitrião presente e útil nesses grupos cria visibilidade antes de qualquer anúncio.
Parceria com corretores de aluguel. Corretores que lidam com aluguel residencial frequentemente recebem pedidos de locação por temporada de clientes que não querem operar na plataforma. Essa é uma fonte de leads que não é disputada diretamente.
Começar com um imóvel conhecido. O erro mais frequente de quem está começando é prometer resultados antes de ter processo comprovado. Trabalhar o primeiro imóvel de forma gratuita ou com comissão reduzida por 30 dias, documentar os resultados e usar isso como portfólio funciona melhor do que qualquer argumentação de venda.
Como se Formalizar: MEI, EI ou CNPJ no Simples
Essa é a parte que mais co-anfitriões erram, geralmente por seguir orientações genéricas sobre formalização de anfitriões que se aplicam ao dono do imóvel, não ao prestador de serviço de gestão.
O coanfitrião exerce uma atividade de serviço, não de hospedagem. A distinção é importante porque define qual CNAE se aplica e qual estrutura jurídica faz sentido.
MEI: Quando Serve e Quando Não Serve
O MEI pode ser uma opção para o co-anfitrião desde que a atividade de gestão que ele exerce esteja na lista de CNAEs permitidos para MEI. A restrição frequentemente mencionada, a de que MEI não serve para atividades de hospedagem, refere-se ao anfitrião dono do imóvel, não ao coanfitrião prestador de serviços de gestão.
A limitação do MEI que torna a formalização inadequada para co-anfitriões com crescimento é o teto de faturamento anual de R$ 81.000 (R$ 6.750 por mês). Quem tem 3 imóveis ou mais sob gestão com remuneração de 25% geralmente supera esse limite em poucos meses de operação consistente.
Simples Nacional: O Caminho Mais Comum Acima de R$ 4.000 por Mês
Para co-anfitriões com receita mensal recorrente acima de R$ 4.000, o Simples Nacional no regime de prestação de serviços tende a ser significativamente mais eficiente do que a tributação como pessoa física.
A comparação em 2026 ficou ainda mais relevante com a Reforma Tributária: a carga combinada de IR, IBS e CBS para pessoa física pode chegar a 44% nas faixas mais altas de renda, enquanto o Simples Nacional começa com alíquotas de 6% no Anexo III para prestadores de serviços com Fator R favorável.
Para entender qual CNPJ faz sentido para a sua atividade específica, o guia sobre como tirar CNPJ para atividade no Airbnb cobre as opções disponíveis com análise de cada regime.
O Que Muda em 2026
CNPJ ou CPF obrigatório no Airbnb. A partir de 2026, o Airbnb passou a exigir CPF ou CNPJ de todos os anfitriões com imóveis ativos no Brasil. Para o co-anfitrião, que já opera dentro da conta do anfitrião principal, o dado de identificação que importa para a Receita Federal é o CNPJ ou CPF cadastrado na seção de pagamentos de co-anfitrião. Verifique se o seu dado está correto.
Reforma Tributária e IBS/CBS. A CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal) estão em fase de transição desde 2026. Para prestadores de serviços no Simples Nacional, 2026 ainda não representa mudança prática significativa no valor do DAS, mas a decisão entre regime unificado e regime híbrido chega em setembro de 2026 com efeito para 2027. Quem ainda não conversou com contador sobre isso tem uma janela aberta por pouco tempo.
O Contrato Com o Proprietário
O Airbnb não formaliza o acordo entre anfitrião e coanfitrião além do cadastro na plataforma. Tudo que fica de fora do painel, que é a maior parte do que o coanfitrião faz na prática, depende de contrato próprio.
Um contrato funcional precisa cobrir no mínimo:
Escopo do serviço: o que o coanfitrião faz (comunicação, calendário, check-in, limpeza via terceiros) e o que não faz (manutenção, reformas, vistoria estrutural).
Remuneração: percentual ou valor fixo, base de cálculo (receita bruta, líquida ou líquida após comissão do Airbnb), periodicidade de repasse, prazo.
Prazo e rescisão: duração mínima do contrato e condições de encerramento por qualquer das partes.
Responsabilidades: quem paga o que em caso de dano ao imóvel, quem aciona o seguro do Airbnb em caso de incidente com hóspede e quem responde por avaliações negativas geradas por problemas fora do controle do coanfitrião.
Erros Que Custam Clientes e Dinheiro
Comissão não definida antes de começar. "A gente vê depois" cria conflito inevitável quando o primeiro cheque chega. Defina percentual, base de cálculo e data de pagamento antes do primeiro hóspede.
Tempo de resposta acima de 30 minutos. O algoritmo do Airbnb penaliza tempos de resposta altos, derrubando o posicionamento do anúncio. Reservas que não acontecem são prejuízo direto para o proprietário e justificativa para encerrar o contrato com o coanfitrião.
Não enviar relatório mensal. Sem relatório, o proprietário não consegue ver o valor do serviço. Um relatório mensal com receita, taxa de ocupação, avaliação média e despesas, enviado todo dia 5 do mês seguinte, é o instrumento mais eficiente de retenção de cliente.
Prometer ocupação garantida. Coanfitrião entrega processo, não resultado garantido. Taxa de ocupação depende de localização, precificação e sazonalidade, variáveis que o coanfitrião influencia mas não controla integralmente.
A Facilite Pode Ajudar Com a Formalização
Escolher entre MEI, EI e Simples Nacional, identificar o CNAE correto para a atividade de gestão e garantir que a tributação de 2026 não consome uma parte desproporcional da comissão exige análise específica para a situação de cada coanfitrião. A contabilidade online da Facilite é especializada em airbnb e atividades de aluguel por temporada e pode ajudar nesse processo.
FAQ: Coanfitrião de Airbnb
O coanfitrião precisa ter imóvel próprio? Não. O coanfitrião gerencia o imóvel de outra pessoa. Não é dono, não assina o contrato de hospedagem e não responde diretamente pelos termos de serviço do Airbnb como responsável pelo anúncio.
Quanto o coanfitrião ganha? Entre 20% e 30% da receita líquida do imóvel, após a dedução da comissão do Airbnb. Iniciantes cobram 25% a 30%. Profissionais com carteira maior de imóveis costumam trabalhar com 20% a 22% por ganho de escala.
O Airbnb paga o coanfitrião diretamente? Sim, se o anfitrião configurar o pagamento de co-anfitrião na plataforma. O Airbnb processa o percentual definido e transfere automaticamente após cada reserva. O que fica de fora da plataforma, como reembolso de despesas, precisa ser acordado separadamente.
MEI serve para coanfitrião de Airbnb? Pode servir para volume baixo, mas tem limite de faturamento anual de R$ 81.000 (R$ 6.750 por mês). Quem tem mais de 3 imóveis sob gestão com comissão de 25% costuma ultrapassar esse teto rapidamente. Além disso, o CNAE precisa ser compatível com a atividade de gestão, não de hospedagem.
É obrigatório ter CNPJ para ser coanfitrião? Não é legalmente obrigatório, mas a partir de 2026, o Airbnb exige CPF ou CNPJ de todos os anfitriões ativos no Brasil. Para o coanfitrião, o dado de identificação precisa estar correto na seção de pagamentos de co-anfitrião. A formalização via CNPJ é recomendada para quem tem receita mensal recorrente acima de R$ 4.000.
Quantos imóveis um coanfitrião pode gerenciar? Operacionalmente, o modelo funciona bem até 5 a 9 imóveis gerenciados por uma pessoa solo. Acima disso, a operação exige equipe própria, o que aproxima o modelo de gestão profissional ou empresa de hospitalidade.
O coanfitrião pode ser removido do anúncio? Sim. O anfitrião principal pode remover o coanfitrião a qualquer momento pelo painel do Airbnb. Por isso, o contrato externo com prazo e condições de rescisão é importante para definir os direitos de ambas as partes fora da plataforma.
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