As empresas brasileiras dedicam, em média, 1.958 horas por ano apenas para dar conta da gestão tributária, conforme levantamento feito pelo Banco Mundial e publicado no relatório Doing business. Essa quantidade de tempo equivale a mais de cinco horas diárias ao longo de um ano inteiro (365 dias) e engloba desde o período dedicado ao entendimento das normas legais até a apuração e o pagamento dos tributos.

Parece muito? Pois essa é apenas uma parte do trabalho realizado pelos escritórios de contabilidade.

“O papel do contador é ajudar o empresário na gestão tributária, fiscal e contábil da empresa”, explica o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon-SP), Carlos Alberto Baptistão. Os objetivos são fazer com que o empresário não precise se preocupar com esses serviços e tenha acesso a informações estratégicas, fornecidas pelo contador, para a tomada de decisões.

Quando o empresário recebe relatórios periódicos e vê que a situação fiscal da organização está regular, sabe que o trabalho está sendo realizado satisfatoriamente. O que nem sempre fica tão evidente são as atribuições necessárias para viabilizar o suporte contábil.

Custo Brasil

“Uma boa assessoria contábil fará com que o empresário possa direcionar sua energia àquilo que ele sabe fazer, que é empreender”, sintetiza o advogado tributarista e consultor tributário da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Marcelo Nogueira Reis.

Enquanto isso, o contador se dedica ao aspecto que Reis considera o mais crítico do sistema tributário: “entender as complicadíssimas regras de apuração e de recolhimento de tributos”.

Compreender a legislação e acompanhar suas mudanças é uma das atividades mais importantes realizadas pelos escritórios contábeis.

Esse conhecimento, frequentemente, é repassado para os clientes, lembra Baptistão. “É comum oferecermos treinamento para colaboradores internos das empresas, com o objetivo de orientá-los sobre como executar corretamente todos os processos”, comenta.

Além disso, as organizações que prestam serviços de contabilidade precisam investir muito em tecnologia, pois os softwares mais avançados facilitam a busca de informações e otimizam processos. Todo esse esforço é para bancar o custo Brasil e garantir que as empresas atendidas estarão em dia com suas obrigações.

Descumprir regras tributárias pode ocasinar autuações fiscais, com multas altíssimas, podendo chegar até 225% do valor do tributo não pago“, alerta Reis.

Ele acrescenta que, mesmo com todos os tributos pagos corretamente, a empresa ainda pode ser autuada com multas gravíssimas caso deixe de enviar documentos ao fisco ou os remeta com ausência ou erro de informações.

Nenhum empresário sério ficará satisfeito em pagar multa se todos os seus tributos estiverem pagos“, conclui.

 

Fonte: Contas em Revista.

Facilidade de fazer negócios segundo o Banco Mundial

Segundo Banco Mundial a pontuação na facilidade de fazer negócios demonstra a distância de cada economia analisada pelo Doing Business desde 2005 com relação ao melhor desempenho em cada um dos indicadores que compõem a pontuação. A pontuação varia entre 0 e 100, sendo que zero representa o desempenho mais baixo em termos da facilidade de fazer negócios e 100, o melhor desempenho. A classificação das economias em termos da facilidade de fazer negócios varia entre 1 e 190 .

 

Segundo o Banco Mundial o Brasil ocupa a posição nº109 no ranking mundial no quesito facilidade de fazer negócios

 

Um ponto que nos chama atenção é sobre a Lei da liberdade econômica que entrou em vigor em setembro deste ano, mais precisamente o parágrafo 6º do artigo 1° que flexibiliza a obtenção de alvará de funcionamento. Isso pode ajudar o país a subir no ranking mundial.

Lei da liberdade econômica – LEI Nº 13.874, DE 20 DE SETEMBRO DE 2019,  poderá ajudar o Brasil a subir no ranking no tópico Obtenção de Alvarás. Hoje o país ocupa a posição nº175.

Fonte: https://portugues.doingbusiness.org/pt/data/exploreeconomies/brazil#DB_sb

Comentários