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Viver em Portugal: Diferença fiscal entre Visto D7 e D8 (Nómadas Digitais)

Diferença fiscal entre Visto D7 e D8: Como escolher o melhor visto e garantir planeamento fiscal em Portugal

20 de fev. de 2026

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O aumento dos nómadas digitais e a procura por países com condições fiscais atraentes fizeram com que Portugal se destacasse como destino desejado por muitos estrangeiros. Entre os modelos de vistos mais procurados para quem sonha viver no país estão o Visto D7 e o Visto D8, ambos com características fiscais distintas.
Neste artigo, vamos explorar as principais diferenças fiscais entre eles, as obrigações tributárias que os nómadas digitais enfrentam ao escolher Portugal como seu novo lar.

O que são os Vistos D7 e D8 em Portugal para Nómadas Digitais?

Portugal oferece diversos tipos de vistos para estrangeiros que querem viver no país, e entre eles, o Visto D7 e o Visto D8, se destinam a públicos específicos. Ambos permitem a residência fiscal em Portugal, mas suas características específicas e as obrigações fiscais que implicam são diferentes.

Visto D7

Este visto tem como foco, os aposentados, investidores e pessoas que possuem rendimentos passivos, como pensões, rendas, dividendos e juros. O principal objetivo é atrair pessoas com fontes de rendimento estáveis e regulares que sonham em viver em Portugal sem, necessariamente, ter um trabalho ativo.

Visto D8

Ao contrário do D7, o Visto D8 é destinado aos nómadas digitais e trabalhadores remotos, ou seja, pessoas que trabalham de forma ativa, seja como freelancers, prestadores de serviços ou empregados de empresas fora de Portugal. Este visto é indicado para quem tem rendimentos vindos de atividades profissionais realizadas de forma remota.

Comparação fiscal entre o Visto D7 e o Visto D8 em Portugal: impostos e exigências

A principal diferença fiscal entre os vistos D7 e D8 em Portugal não está diretamente no tipo de visto, mas sim na natureza do rendimento que o solicitante recebe. Isso têm influência direta na forma como a Autoridade Tributária de Portugal (AT) faz a tributação desses rendimentos. Veja a seguir, como isso funciona para cada tipo de visto.

Visto D7: impostos para aposentados e rendimentos passivos em Portugal

O Visto D7 é indicado principalmente a pessoas que vivem de rendimentos passivos. Sendo assim, o solicitante não depende de trabalho ativo para gerar sua renda, mas sim de fontes como pensões, rendas, dividendos ou juros de investimentos.

  • Tributação: Com a mudança no regime fiscal em 2024, o antigo regime de Residente Não Habitual (NHR) foi substituído por um modelo mais restritivo. Mesmo assim, os titulares do Visto D7 ainda possuem benefícios fiscais, como a possibilidade de pagar impostos progressivos sobre rendimentos mundiais, mas com uma tributação menor, principalmente se os rendimentos forem passivos. A tributação progressiva pode ter uma variação de 14,5% a 48%, dependendo da faixa de rendimento.

  • Exigência mínima: Para obtenção do Visto D7, o solicitante deve comprovar rendimentos passivos mensais de, no mínimo, 870€ (920€ a partir de 2026). Como a intenção é atrair pessoas que tenham rendimentos estáveis, essa é considerada uma exigência baixa.

Visto D8: tributação para Nómadas Digitais e Trabalhadores Remotos

O Visto D8 é direcionado a trabalhadores remotos ou nómadas digitais, ou seja, pessoas que geram a sua renda por meio de atividades profissionais realizadas remotamente, como freelancers ou trabalhadores de empresas fora de Portugal.

  • Tributação: Ao contrário do Visto D7, o Visto D8 possui uma tributação mais elevada. Isso acontece pois o rendimento é classificado como ativo, ou seja, está relacionado diretamente ao trabalho executado pelo indivíduo. No caso de freelancers ou trabalhadores independentes, o titular do Visto D8 estará sujeito a retenções na fonte, IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) e contribuições para a Segurança Social. Além disso, os rendimentos são tributados de maneira progressiva, e isso pode gerar taxas elevadas se o planeamento fiscal não for feito adequadamente.

  • Exigência mínima: Para estar apto ao Visto D8, o solicitante precisa comprovar rendimentos mensais de, no mínimo, 3.040€, ou seja, quatro vezes o salário mínimo em Portugal. Esse valor é, de fato, mais alto do que a exigência do Visto D7, refletindo a natureza ativa do rendimento.

Diferença fiscal entre o Visto D7 e o Visto D8 em Portugal para nómadas digitais: o que deve saber

Característica

Visto D7 (Passivo)

Visto D8 (Nómada Digital)

Origem da Renda

Pensões, Rendas, Dividendos

Trabalho Remoto/Freelance

Tipo de Rendimento

Passivo

Ativo/Prestação de Serviço

Tributação

Progressiva sobre o mundo (14,5% a 48%)

Progressiva + Segurança Social

Oportunidade Fiscal

Ideal para viver de rendimento com isenções (se aplicável)

Alta renda, mas tributação elevada se não for feita estrutura

Exigência Mínima

Baixa (~920€/mês)

Alta (>3.040€/mês)

NHR 2.0 (IFICI) em 2024: alterações no Visto D7 e D8 para residentes fiscais em Portugal

O regime de Residente Não Habitual (NHR) era uma das grandes vantagens fiscais que Portugal disponibilizava para estrangeiros, porém, foi substituído por um regime mais restritivo, o NHR 2.0, conhecido como IFICI (Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação). 

Este novo regime, que entrou em vigor entre 2024 e 2025, oferece uma taxa fixa de 20% sobre os rendimentos de trabalho ou serviços em áreas específicas de alta tecnologia, investigação ou inovação. Mas, para os aposentados, o novo regime é bem mais limitante do que o anterior, reduzindo os benefícios fiscais para pessoas que vivem de rendimentos passivos.

Ambos os vistos, D7 e D8, podem se qualificar para o NHR 2.0, desde que os titulares estejam inseridos em atividades de pesquisa, ciência ou inovação.

Dupla Tributação: acordos fiscais entre Portugal e outros países para Nómadas Digitais

Portugal possui acordos de dupla tributação com diversos países, na prática, isso significa que os residentes fiscais em Portugal podem evitar o pagamento duplo de impostos sobre o mesmo rendimento. Por exemplo, se você têm rendimentos vindos do Brasil, pode ser possível pagar menos impostos em Portugal devido a um acordo de dupla tributação entre os dois países.

Como planear a sua residência fiscal em Portugal: o papel do contador online

A residência fiscal em Portugal é definida quando uma pessoa ultrapassa o período de 183 dias no país durante o ano fiscal.  Ao se tornar residente fiscal em Portugal, o indivíduo precisa declarar todos os seus rendimentos, sejam vindos de fontes nacionais ou internacionais, no IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares).

Uma dica de ouro: Para quem está a mudar-se para Portugal, é fundamental contar com a orientação de um contador online especializado em tributação internacional. Eles podem auxiliar no planeamento da residência fiscal e das obrigações tributárias no país, além de fornecer informações sobre os melhores preços e planos para serviços contábeis.

Visto D7 ou D8? Como escolher o melhor visto e obter consultoria fiscal personalizada em Portugal

A decisão de escolher entre o Visto D7 e o Visto D8 vai depender principalmente da natureza do seu rendimento. Se você têm uma fonte de rendimento passiva, o Visto D7 pode trazer mais vantagens, devido às menores exigências de rendimento e a tributação mais favorável. 

Por outro lado, o Visto D8, direcionado aos nómadas digitais e trabalhadores remotos, é ideal para quem possui um rendimento ativo, mas vai demandar maior planeamento fiscal já que os impostos podem ser mais altos.

Para tomar a melhor decisão e evitar surpresas fiscais, recomendamos que conte com a ajuda de um consultor fiscal especializado. Com a Facilite Contabilidade Online, você têm acesso a um atendimento personalizado, humanizado e tecnologia para garantir que a sua transição para Portugal seja feita de forma eficiente e sem complicações fiscais.

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