EMPREENDEDORISMO
Como Abrir Empresa na Europa em 2026: Os 5 Países Mais Usados por Brasileiros e Quanto Custa Cada Um
Cada país europeu tem uma porta de entrada diferente para o brasileiro: e-Residency, NIF, visto de empreendedor ou simplesmente um notário. Veja qual delas combina com o seu negócio.

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"Em qual país da Europa eu abro minha empresa?" é uma das perguntas mais recorrentes de quem decide internacionalizar o negócio. A resposta não é única, porque cada país resolve um problema diferente. A Estônia resolve para quem quer abrir sem sair do Brasil. Portugal resolve para quem já fala a língua e tem comunidade. A Irlanda resolve para quem quer a menor alíquota corporativa da União Europeia. A Espanha resolve para quem já pensa em residir lá. A Holanda resolve para quem estrutura holdings e operações que cruzam fronteiras.
Este artigo compara os cinco países europeus mais usados por brasileiros em 2026, com o custo real de abertura, o capital mínimo exigido e a alíquota de imposto corporativo de cada um. No final, você vai saber não qual é "o melhor país", mas qual é o melhor país para o seu caso específico.
Estônia: OÜ Via e-Residency, a Mais Acessível Sem Sair do Brasil
A Estônia continua sendo a porta de entrada mais simples para quem quer uma empresa europeia sem nunca precisar viajar para o continente. A e-Residency permite abrir e administrar a OÜ, a sociedade limitada estoniana, inteiramente online, com a única exigência presencial sendo a retirada do cartão físico, possível em São Paulo ou Buenos Aires.
Capital social: sem valor mínimo fixo exigido na prática, com possibilidade de diferimento.
Tributação: 0% sobre lucros retidos e reinvestidos na empresa. 22% (no sistema 22/78) apenas quando há distribuição de dividendos.
Custo de abertura: €150 de taxa da e-Residency mais €265 de taxa de registro da empresa.
Para quem é: brasileiros que querem acesso ao mercado europeu, fintechs como Wise e Revolut, e modelo de acumulação de capital antes de distribuir lucros, sem residir fora do Brasil.
Se você ainda não conhece os detalhes operacionais da Estônia, os artigos sobre e-Residency na Estônia em 2026 e o comparativo entre LLC americana e e-Residency cobrem cada ponto em profundidade, incluindo o passo a passo de emissão de documentos e certificados.
Portugal: Lda, a Escolha Mais Natural Para Quem Fala Português
Portugal segue sendo o destino europeu mais procurado por brasileiros, e não apenas por afinidade cultural. Mais de 150 mil brasileiros já vivem no país, o que criou um ecossistema de serviços, contadores e bancos acostumados a atender empreendedores brasileiros.
Capital social: mínimo legal de €1 para a Lda. (sociedade por quotas) ou Unipessoal, embora a prática recomende ao menos €1.000 para facilitar a abertura de conta bancária empresarial.
Tributação (IRC): taxa geral entre 19% e 20% em 2026, dependendo da fonte e de eventuais ajustes orçamentários do ano. Para PME e pequena-média capitalização, a taxa reduzida sobre os primeiros €50.000 de lucro tributável fica entre 15% e 16%, também em trajetória de queda nos últimos anos. Confirme a alíquota exata vigente com um contador antes de fechar o planejamento, já que o Orçamento do Estado pode trazer ajustes pontuais.
Custo de abertura: entre €220 (via Empresa Online, 100% digital) e €650 a €1.025 (via notário), com o caminho mais comum, a Empresa na Hora, custando €360 fixos.
Documentação: NIF (Número de Identificação Fiscal) é obrigatório para qualquer sócio, brasileiro ou não. Para residir em Portugal e administrar o negócio presencialmente, o caminho é o visto de empreendedor D2.
Para quem é: brasileiros que já têm ou pretendem ter vínculo com Portugal, seja por residência, clientes ou parceria com a comunidade brasileira no país.
Irlanda: LTD, a Menor Alíquota Corporativa da União Europeia
A Irlanda mantém a alíquota corporativa mais competitiva entre os grandes países da União Europeia, o que a transformou na sede europeia de gigantes como Google, Apple e Meta. Para empreendedores menores, a mesma lógica tributária se aplica.
Capital social: sem mínimo relevante na prática.
Tributação: 12,5% sobre lucros operacionais (trading income), o que é significativamente mais baixo do que a maioria dos países europeus. Renda passiva, como aluguéis e juros, é tributada a 25%.
Custo de abertura: entre €50 e €600, dependendo de fazer sozinho ou via agente de formação de empresas.
A pegadinha para brasileiros: a lei irlandesa exige que ao menos um diretor da empresa seja residente no Espaço Econômico Europeu (EEE). Quem não tem esse diretor disponível precisa contratar o chamado Section 137 Bond, um seguro que custa entre €1.500 e €2.050 por dois anos, renovável até que a empresa demonstre vínculo real com o território irlandês ou nomeie um diretor do EEE.
Para quem é: startups de tecnologia, SaaS e empresas que vendem para toda a Europa e priorizam a menor carga tributária corporativa possível, mesmo com o custo adicional do bond para diretores não europeus.
Espanha: SL, Proximidade Cultural com Regras Tributárias em Transição
A Espanha atrai brasileiros pela familiaridade do espanhol e por estar passando por uma das reformas tributárias mais favoráveis a pequenas empresas dos últimos anos.
Capital social: mínimo de €1 desde a Lei "Crea y Crece" de 2022, substituindo a antiga exigência de €3.000. Abaixo de €3.000, a empresa precisa destinar parte dos lucros à reserva legal até atingir esse valor.
Tributação (Impuesto sobre Sociedades): taxa geral de 25%. Microempresas com faturamento anual abaixo de €1 milhão pagam 19% sobre os primeiros €50.000 de base tributável e 21% sobre o restante em 2026. Empresas de nova criação pagam 15% nos dois primeiros exercícios com resultado positivo.
Custo de abertura: processo via notário, com taxas de registro no Registro Mercantil. Documentação inclui NIE ou TIE para o sócio estrangeiro.
Para quem é: brasileiros que já residem ou pretendem residir na Espanha, ou que têm operação voltada ao mercado espanhol e latino-americano de língua espanhola.
Holanda: BV, Para Holdings e Estruturas Internacionais
A Holanda não é normalmente a primeira escolha de quem está abrindo a primeira empresa fora do Brasil, mas se torna extremamente relevante para quem já tem operações em mais de um país e precisa de uma estrutura de holding eficiente.
Capital social: simbólico, com integralização prática girando em torno de €900, mas sem mínimo legal rígido desde a reforma de 2012.
Tributação: 19% sobre lucros até €200.000, e 25,8% sobre o que exceder esse valor. Imposto sobre dividendos de 15%.
Custo de abertura: entre €500 e €1.000 com serviços notariais, mais €600 a €1.800 anuais de obrigações administrativas.
O diferencial real: a Holanda tem o regime de participation exemption, que isenta de imposto corporativo os dividendos e ganhos de capital recebidos de participações qualificadas em outras empresas. Para quem estrutura uma holding que controla operações em múltiplos países, essa isenção evita a "tributação em cascata" que ocorreria em estruturas mais simples.
Para quem é: empresários com operações em mais de um país que precisam de uma holding eficiente para centralizar participações societárias, não para a primeira empresa operacional do zero.
Quadro Comparativo: Os 5 Países em Números
Critério | Estônia (OÜ) | Portugal (Lda) | Irlanda (LTD) | Espanha (SL) | Holanda (BV) |
|---|---|---|---|---|---|
Capital social mínimo | Sem mínimo fixo | €1 | Sem mínimo relevante | €1 | ~€900 na prática |
Imposto corporativo | 0% retido / 22% distribuído | 19-20% geral / 15-16% PME (50k) | 12,5% operacional | 25% geral / 19-21% micro | 19% até 200k / 25,8% acima |
Custo de abertura | ~€415 | €220 a €1.025 | €50 a €600 | Varia (notário) | €500 a €1.000 |
Precisa de diretor local | Não | Não | Sim (EEE) ou bond | Não | Não |
Precisa morar no país | Não | Não, exceto p/ residir | Não | Não, exceto p/ residir | Não |
Idioma de operação | Inglês | Português | Inglês | Espanhol | Inglês/Holandês |
Como Escolher Entre os Cinco
A pergunta certa não é "qual país é melhor", é "qual problema eu estou tentando resolver".
Quer abrir sem sair do Brasil e sem complicação: Estônia.
Já tem ou planeja ter vínculo de vida com a Europa, fala português: Portugal.
Quer a menor alíquota corporativa possível e vende para toda a Europa: Irlanda.
Já mora ou planeja morar na Espanha, ou atende o mercado de língua espanhola: Espanha.
Já tem operações em outros países e precisa de uma holding eficiente: Holanda.
Não é incomum combinar estruturas: uma holding na Holanda controlando uma operacional na Estônia, por exemplo, ou uma Lda. em Portugal para quem já mora lá enquanto mantém uma OÜ estoniana para clientes de outros países europeus. A decisão certa depende do seu modelo de negócio, do seu plano de vida e de onde estão os seus clientes.
Se a comparação que você precisa é entre Europa e outras regiões, os artigos sobre como abrir empresa no México e como abrir empresa no Paraguai cobrem as alternativas latino-americanas com lógicas de custo e mercado bem diferentes da europeia.
A Facilite Pode Ajudar Você a Escolher e Estruturar
Decidir entre cinco países, cada um com regras societárias, tributárias e migratórias diferentes, não é uma decisão que se toma sozinho com uma planilha. A Facilite assessora brasileiros na escolha e na estruturação da operação internacional, com presença direta na Estônia através da Facilite Global Accounting OÜ.
FAQ: Abrir Empresa na Europa Sendo Brasileiro
Qual país europeu é mais barato para abrir empresa? Considerando custo total de abertura, Irlanda e Estônia tendem a ser os mais baratos para quem não precisa de diretor local na Irlanda. Para quem precisa do Section 137 Bond irlandês, a Estônia normalmente fica mais barata no total.
Preciso morar no país para ter uma empresa lá? Não, em nenhum dos cinco casos. É possível abrir e ser sócio de empresas na Estônia, Portugal, Irlanda, Espanha e Holanda sem residir no país. A residência só se torna necessária se você quiser administrar o negócio presencialmente ou obter visto de permanência.
Qual país tem a menor carga tributária corporativa? A Irlanda, com 12,5% sobre lucros operacionais. A Estônia pode chegar a 0% se os lucros forem mantidos retidos na empresa sem distribuição, o que a torna mais vantajosa para quem reinveste continuamente.
Posso ter empresas em mais de um desses países ao mesmo tempo? Sim. É comum brasileiros combinarem estruturas, como uma holding na Holanda controlando uma operacional na Estônia, ou uma empresa em Portugal para operação local enquanto mantêm uma OÜ estoniana para outros mercados europeus.
Qual desses países exige diretor ou representante local? Apenas a Irlanda, que exige ao menos um diretor residente no Espaço Econômico Europeu, ou a contratação de um seguro (Section 137 Bond) caso não haja esse diretor disponível.
O capital social precisa ser realmente depositado em todos os países? Na Estônia, Portugal e Espanha, o capital mínimo legal é simbólico (próximo de zero) e pode, na prática, não representar barreira real. Na Irlanda não há exigência relevante. Na Holanda, embora não haja mínimo legal rígido, a prática de mercado recomenda uma integralização em torno de €900 para dar credibilidade à empresa perante bancos e parceiros.
Esses países têm tratado de bitributação com o Brasil? Portugal tem tratado de dupla tributação com o Brasil. A maioria dos demais países europeus aqui listados não tem tratado bilateral direto com o Brasil, embora a estrutura europeia em geral facilite o fluxo de capital dentro da própria União Europeia uma vez que os lucros estejam na estrutura.
Estônia: OÜ Via e-Residency, a Mais Acessível Sem Sair do Brasil
A Estônia continua sendo a porta de entrada mais simples para quem quer uma empresa europeia sem nunca precisar viajar para o continente. A e-Residency permite abrir e administrar a OÜ, a sociedade limitada estoniana, inteiramente online, com a única exigência presencial sendo a retirada do cartão físico, possível em São Paulo ou Buenos Aires.
Capital social: sem valor mínimo fixo exigido na prática, com possibilidade de diferimento.
Tributação: 0% sobre lucros retidos e reinvestidos na empresa. 22% (no sistema 22/78) apenas quando há distribuição de dividendos.
Custo de abertura: €150 de taxa da e-Residency mais €265 de taxa de registro da empresa.
Para quem é: brasileiros que querem acesso ao mercado europeu, fintechs como Wise e Revolut, e modelo de acumulação de capital antes de distribuir lucros, sem residir fora do Brasil.
Se você ainda não conhece os detalhes operacionais da Estônia, os artigos sobre e-Residency na Estônia em 2026 e o comparativo entre LLC americana e e-Residency cobrem cada ponto em profundidade, incluindo o passo a passo de emissão de documentos e certificados.
Portugal: Lda, a Escolha Mais Natural Para Quem Fala Português
Portugal segue sendo o destino europeu mais procurado por brasileiros, e não apenas por afinidade cultural. Mais de 150 mil brasileiros já vivem no país, o que criou um ecossistema de serviços, contadores e bancos acostumados a atender empreendedores brasileiros.
Capital social: mínimo legal de €1 para a Lda. (sociedade por quotas) ou Unipessoal, embora a prática recomende ao menos €1.000 para facilitar a abertura de conta bancária empresarial.
Tributação (IRC): taxa geral entre 19% e 20% em 2026, dependendo da fonte e de eventuais ajustes orçamentários do ano. Para PME e pequena-média capitalização, a taxa reduzida sobre os primeiros €50.000 de lucro tributável fica entre 15% e 16%, também em trajetória de queda nos últimos anos. Confirme a alíquota exata vigente com um contador antes de fechar o planejamento, já que o Orçamento do Estado pode trazer ajustes pontuais.
Custo de abertura: entre €220 (via Empresa Online, 100% digital) e €650 a €1.025 (via notário), com o caminho mais comum, a Empresa na Hora, custando €360 fixos.
Documentação: NIF (Número de Identificação Fiscal) é obrigatório para qualquer sócio, brasileiro ou não. Para residir em Portugal e administrar o negócio presencialmente, o caminho é o visto de empreendedor D2.
Para quem é: brasileiros que já têm ou pretendem ter vínculo com Portugal, seja por residência, clientes ou parceria com a comunidade brasileira no país.
Irlanda: LTD, a Menor Alíquota Corporativa da União Europeia
A Irlanda mantém a alíquota corporativa mais competitiva entre os grandes países da União Europeia, o que a transformou na sede europeia de gigantes como Google, Apple e Meta. Para empreendedores menores, a mesma lógica tributária se aplica.
Capital social: sem mínimo relevante na prática.
Tributação: 12,5% sobre lucros operacionais (trading income), o que é significativamente mais baixo do que a maioria dos países europeus. Renda passiva, como aluguéis e juros, é tributada a 25%.
Custo de abertura: entre €50 e €600, dependendo de fazer sozinho ou via agente de formação de empresas.
A pegadinha para brasileiros: a lei irlandesa exige que ao menos um diretor da empresa seja residente no Espaço Econômico Europeu (EEE). Quem não tem esse diretor disponível precisa contratar o chamado Section 137 Bond, um seguro que custa entre €1.500 e €2.050 por dois anos, renovável até que a empresa demonstre vínculo real com o território irlandês ou nomeie um diretor do EEE.
Para quem é: startups de tecnologia, SaaS e empresas que vendem para toda a Europa e priorizam a menor carga tributária corporativa possível, mesmo com o custo adicional do bond para diretores não europeus.
Espanha: SL, Proximidade Cultural com Regras Tributárias em Transição
A Espanha atrai brasileiros pela familiaridade do espanhol e por estar passando por uma das reformas tributárias mais favoráveis a pequenas empresas dos últimos anos.
Capital social: mínimo de €1 desde a Lei "Crea y Crece" de 2022, substituindo a antiga exigência de €3.000. Abaixo de €3.000, a empresa precisa destinar parte dos lucros à reserva legal até atingir esse valor.
Tributação (Impuesto sobre Sociedades): taxa geral de 25%. Microempresas com faturamento anual abaixo de €1 milhão pagam 19% sobre os primeiros €50.000 de base tributável e 21% sobre o restante em 2026. Empresas de nova criação pagam 15% nos dois primeiros exercícios com resultado positivo.
Custo de abertura: processo via notário, com taxas de registro no Registro Mercantil. Documentação inclui NIE ou TIE para o sócio estrangeiro.
Para quem é: brasileiros que já residem ou pretendem residir na Espanha, ou que têm operação voltada ao mercado espanhol e latino-americano de língua espanhola.
Holanda: BV, Para Holdings e Estruturas Internacionais
A Holanda não é normalmente a primeira escolha de quem está abrindo a primeira empresa fora do Brasil, mas se torna extremamente relevante para quem já tem operações em mais de um país e precisa de uma estrutura de holding eficiente.
Capital social: simbólico, com integralização prática girando em torno de €900, mas sem mínimo legal rígido desde a reforma de 2012.
Tributação: 19% sobre lucros até €200.000, e 25,8% sobre o que exceder esse valor. Imposto sobre dividendos de 15%.
Custo de abertura: entre €500 e €1.000 com serviços notariais, mais €600 a €1.800 anuais de obrigações administrativas.
O diferencial real: a Holanda tem o regime de participation exemption, que isenta de imposto corporativo os dividendos e ganhos de capital recebidos de participações qualificadas em outras empresas. Para quem estrutura uma holding que controla operações em múltiplos países, essa isenção evita a "tributação em cascata" que ocorreria em estruturas mais simples.
Para quem é: empresários com operações em mais de um país que precisam de uma holding eficiente para centralizar participações societárias, não para a primeira empresa operacional do zero.
Quadro Comparativo: Os 5 Países em Números
Critério | Estônia (OÜ) | Portugal (Lda) | Irlanda (LTD) | Espanha (SL) | Holanda (BV) |
|---|---|---|---|---|---|
Capital social mínimo | Sem mínimo fixo | €1 | Sem mínimo relevante | €1 | ~€900 na prática |
Imposto corporativo | 0% retido / 22% distribuído | 19-20% geral / 15-16% PME (50k) | 12,5% operacional | 25% geral / 19-21% micro | 19% até 200k / 25,8% acima |
Custo de abertura | ~€415 | €220 a €1.025 | €50 a €600 | Varia (notário) | €500 a €1.000 |
Precisa de diretor local | Não | Não | Sim (EEE) ou bond | Não | Não |
Precisa morar no país | Não | Não, exceto p/ residir | Não | Não, exceto p/ residir | Não |
Idioma de operação | Inglês | Português | Inglês | Espanhol | Inglês/Holandês |
Como Escolher Entre os Cinco
A pergunta certa não é "qual país é melhor", é "qual problema eu estou tentando resolver".
Quer abrir sem sair do Brasil e sem complicação: Estônia.
Já tem ou planeja ter vínculo de vida com a Europa, fala português: Portugal.
Quer a menor alíquota corporativa possível e vende para toda a Europa: Irlanda.
Já mora ou planeja morar na Espanha, ou atende o mercado de língua espanhola: Espanha.
Já tem operações em outros países e precisa de uma holding eficiente: Holanda.
Não é incomum combinar estruturas: uma holding na Holanda controlando uma operacional na Estônia, por exemplo, ou uma Lda. em Portugal para quem já mora lá enquanto mantém uma OÜ estoniana para clientes de outros países europeus. A decisão certa depende do seu modelo de negócio, do seu plano de vida e de onde estão os seus clientes.
Se a comparação que você precisa é entre Europa e outras regiões, os artigos sobre como abrir empresa no México e como abrir empresa no Paraguai cobrem as alternativas latino-americanas com lógicas de custo e mercado bem diferentes da europeia.
A Facilite Pode Ajudar Você a Escolher e Estruturar
Decidir entre cinco países, cada um com regras societárias, tributárias e migratórias diferentes, não é uma decisão que se toma sozinho com uma planilha. A Facilite assessora brasileiros na escolha e na estruturação da operação internacional, com presença direta na Estônia através da Facilite Global Accounting OÜ.
FAQ: Abrir Empresa na Europa Sendo Brasileiro
Qual país europeu é mais barato para abrir empresa? Considerando custo total de abertura, Irlanda e Estônia tendem a ser os mais baratos para quem não precisa de diretor local na Irlanda. Para quem precisa do Section 137 Bond irlandês, a Estônia normalmente fica mais barata no total.
Preciso morar no país para ter uma empresa lá? Não, em nenhum dos cinco casos. É possível abrir e ser sócio de empresas na Estônia, Portugal, Irlanda, Espanha e Holanda sem residir no país. A residência só se torna necessária se você quiser administrar o negócio presencialmente ou obter visto de permanência.
Qual país tem a menor carga tributária corporativa? A Irlanda, com 12,5% sobre lucros operacionais. A Estônia pode chegar a 0% se os lucros forem mantidos retidos na empresa sem distribuição, o que a torna mais vantajosa para quem reinveste continuamente.
Posso ter empresas em mais de um desses países ao mesmo tempo? Sim. É comum brasileiros combinarem estruturas, como uma holding na Holanda controlando uma operacional na Estônia, ou uma empresa em Portugal para operação local enquanto mantêm uma OÜ estoniana para outros mercados europeus.
Qual desses países exige diretor ou representante local? Apenas a Irlanda, que exige ao menos um diretor residente no Espaço Econômico Europeu, ou a contratação de um seguro (Section 137 Bond) caso não haja esse diretor disponível.
O capital social precisa ser realmente depositado em todos os países? Na Estônia, Portugal e Espanha, o capital mínimo legal é simbólico (próximo de zero) e pode, na prática, não representar barreira real. Na Irlanda não há exigência relevante. Na Holanda, embora não haja mínimo legal rígido, a prática de mercado recomenda uma integralização em torno de €900 para dar credibilidade à empresa perante bancos e parceiros.
Esses países têm tratado de bitributação com o Brasil? Portugal tem tratado de dupla tributação com o Brasil. A maioria dos demais países europeus aqui listados não tem tratado bilateral direto com o Brasil, embora a estrutura europeia em geral facilite o fluxo de capital dentro da própria União Europeia uma vez que os lucros estejam na estrutura.
"Em qual país da Europa eu abro minha empresa?" é uma das perguntas mais recorrentes de quem decide internacionalizar o negócio. A resposta não é única, porque cada país resolve um problema diferente. A Estônia resolve para quem quer abrir sem sair do Brasil. Portugal resolve para quem já fala a língua e tem comunidade. A Irlanda resolve para quem quer a menor alíquota corporativa da União Europeia. A Espanha resolve para quem já pensa em residir lá. A Holanda resolve para quem estrutura holdings e operações que cruzam fronteiras.
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