Como elaborar plano de negócios para escritório de advocacia?

Você sabe como elaborar um bom plano de negócios para escritório de advocacia? Pois nesse artigo vamos falar sobre sua importância e  como pode ser feito.

Toda empresa precisa de um plano de negócios para que comece e prossiga com segurança, planejamento, previsões, enfim, para que tenha uma boa gestão desde o início e se torne uma empresa sustentável. E com os escritórios de advocacia não poderiam ser diferentes.

Como já falamos em outro artigo aqui, aqui no blog, plano de negócios é uma ferramenta fundamental para analisar viabilidades, planejar estratégias e tomar decisões assertivas.

Para facilitar o processo, vamos traçar um roteiro para seu plano de negócios.

Roteiro para plano de negócio para escritório de advocacia

É possível escolher várias formas de elaborar um plano de negócios.  Você pode escolher um plano mais tradicional com mais complexidade e detalhamento ou pode escolher algo mais simplificado, porém objetivo, sem muitos detalhamentos, mas com informações suficientes para nortear seu negócio.  Seja como for, o importante é ter um planejamento eficiente.

  1. Definir a missão do escritório de advocacia.

Nessa etapa é que se desenha todo o conceito do negócio. Considerando que a advocacia tem um campo de atuação bem abrangente e que muitos podem ser os serviços jurídicos prestados, é necessário definir objetivamente qual o foco da empresa. O escritório pode trabalhar como assessoria jurídica de pessoas físicas ou jurídicas,  púbicas ou privadas e ainda, definir em quais áreas do Direito vai atuar.

  1. Qual ramo jurídico de atuação?

Como falamos no item  sobre a missão da empresa,  o ramo jurídico precisa ser definido claramente. O  escritório de advocacia pode optar por trabalhar com uma ou mais áreas do Direito, contudo é importante defini-las já no plano de negócios. Nada impede  que se inicie apenas com uma área mas depois aconteça um crescimento do escritório ou da equipe técnica e novas sejam agregadas.

Listamos algumas especialidades dentro da carreira jurídica:

Civil

Criminal

Trabalhista

Tributária

Empresarial

Ambiental

Tecnologia da Informação

  1. Público alvo e Análise de mercado

São dois aspectos importantes e que se relacionam: estudar o mercado, a concorrência e, de posse dessa informação, definir seu público alvo. Afinal, estudando a concorrência é possível ter uma visão da demanda e da oferta. Em outras palavras, entender onde existe maior carência a ser atendida, em que segmento e o quanto de especialistas existem atendendo essas carências.

Por fim, entendendo o mercado facilita definir seu público alvo.

  1. Questões de logística

Nessa etapa serão definidas as instalações físicas, a compra de equipamentos de tecnologia, softwares, sistemas de gestão. E ainda, desenhar o tamanho da equipe necessária para atender o escritório. Mesmo em tempos de home Office e prestação de serviços online, ainda assim, a equipe precisa ser formada e a operação logística definida.

Também pode ser registrada aqui a tabela de honorários, em função dos serviços que serão prestados, bem como as formas de pagamento.

  1. Marketing para escritório de advocacia

Apesar de existirem  diretrizes que regulamentam o marketing jurídico, com base no Código de Ética da OAB,  existem  também formas de divulgar, prospectar clientes. Por isso, no plano de negócios não pode faltar esse planejamento estratégico para o marketing jurídico.

É possível desenhar  uma estratégia de Marketing Jurídico Digital, sem ferir o Código de Ética da OAB. Para isso é necessário ter um bom site, estar presente nas redes sociais com foco no seu segmento e poder estabelecer conexões com seus seguidores.

  1. Enquadramento tributário

Como toda e qualquer empresa que se formaliza, um escritório de advocacia precisa escolher em qual regime tributário vai enquadrar o seu CNPJ. Para optar  de forma correta é preciso contar com a assessoria de uma empresa contábil, inclusive porque cada segmento profissional tem suas peculiaridades.

7.      Contrato Social

Ao escrever o contrato social da empresa, que é o documento mais importante, é preciso definir informações bem claras, tais como: os sócios, capital social, distribuição de cotas,  endereço fiscal e outros dados específicos de cada segmento.

Após a definição do Contrato Social, no plano de negócios precisa ter informações precisas sobre:

. Distribuição dos lucros – entre os sócios e também bonificações aos parceiros ou funcionários

. Fontes dos recursos – definir se haverão aportes por parte dos sócios, se buscarão financiamentos ou investimentos externos.

. Aplicação de recursos – estipular a forma como serão aplicados os recursos da empresa, como por exemplo, aquisição de bens móveis e imóveis, aplicações financeiras ou contratação de recursos humanos e tecnológicos.

 

Para finalizar, vale lembrar que um plano de negócios não precisa ser totalmente  engessado.  Ao contrário ele deve ser flexível, aberto a mudanças e complementações necessárias,  buscando a evolução e adaptação, sempre com foco no crescimento da empresa.

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