Pessoa Física ou Jurídica para o dentista? Qual a melhor alternativa?

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Se você já atua na área, muitas vezes deve ter se perguntado qual a opção mais vantajosa para trabalhar no longo prazo, pessoa física ou jurídica para dentista?

Afinal, são muitos os detalhes que precisam ser levados em consideração neste processo, principalmente quando falamos de praticidade de trabalho e taxas tributárias, por exemplo.

Além disso, de acordo com o G1, o mercado de trabalho para os profissionais de Odontologia está em alta, e tem levado a novas tendências, o que tem atraído ainda mais pessoas para esta área de atuação.

E se você deseja entender qual o melhor formato de trabalho, entre pessoa física ou jurídica para dentista, a Facilite preparou este conteúdo justamente para te ajudar neste processo. 

Quais são os melhores tipos de empresa para o dentista?

Existem, basicamente, dois principais tipos de empresas para dentista, já que ele poderá atuar como autônomo ou como pessoa jurídica.

Entretanto, existem algumas diferenças características entre esses dois modelos de negócios. 

Entenda logo abaixo algumas das principais características de cada um deles.

Dentista pessoa física

No Brasil, muitos profissionais odontológicos acabam escolhendo trabalhar de maneira autônoma por diferentes razões. 

No entanto, para exercer a profissão nessa modalidade, e evitar problemas com o Fisco, o dentista pessoa física deve contar com uma contabilidade especializada no segmento.

Contudo, como o dentista pessoa física não é empregado de nenhuma empresa, ele conta com horários mais flexíveis. 

Além disso, ele também pode ter a própria empresa aberta em seu nome, evitando grandes preocupações futuras. 

Em relação aos impostos, estes são enviados em conformidade com o seu ramo de atuação que, nesse caso, é a prestação de serviços, considerando a declaração do seu rendimento anual.

Dentista como pessoa jurídica

Em contrapartida, o dentista que opta por atuar como pessoa jurídica, pode escolher um dos 3 diferentes regimes tributários abaixo.

Lucro Real

Aqui, estamos falando de um regime tributário no qual é apurado o valor do lucro líquido.

Sendo assim, para a apuração, extrai-se a diferença entre a receita, as despesas e os custos.

Lucro Presumido

Nesse regime, como o próprio nome já diz, presume-se uma margem de lucro com base em todas as receitas que foram apuradas.

Desta maneira, é aplicado um valor percentual sobre o valor para que o cálculo seja, de fato, realizado. 

Simples Nacional

Com a Lei Complementar 147/14, a inclusão de várias empresas que atuam no ramo de prestação de serviço, como é o caso de dentistas, por exemplo, foi permitida.

Desta maneira, muitos profissionais passaram a pagar menos impostos e terem seus valores computados de acordo com o fluxo de caixa mensal.

No entanto, vale frisar que, no caso do Simples Nacional, o valor recolhido por consultórios dentários é ainda maior do que no do Lucro Presumido, uma vez que essa atividade se enquadra na Lei Complementar 123/06.

 

Quando vale a pena o dentista ser pessoa física?

Atuar como dentista pessoa física está relacionado a diferentes fatores diários, não somente a impostos ou tributações.

Desta forma, é importante que você tenha em mente o fluxo de trabalho que justifique a sua escolha de trabalhar como um profissional autônomo.

Além disso, ser dentista pessoa física tem inúmeras vantagens, que fazem valer a pena a opção. Confira abaixo algumas das principais delas:

 

  • Flexibilidade de horários.
  • Liberdade e autonomia para escolher projetos.
  • Não é preciso se submeter às ordens de ninguém.
  • Permite se dedicar a outros projetos ou estudos com mais tranquilidade.

 

Quando vale a pena o dentista ser pessoa jurídica?

No entanto, se você está pensando em se tornar um dentista atuante como pessoa jurídica, é importante verificar se esse é o momento ideal para isso.

Por isso, selecionamos algumas dicas que podem te ajudar ao realizar essa análise de maneira mais precisa, como:

  • Precisar emitir nota fiscal constante para os seus pacientes;
  • Quando você tiver um fluxo de pacientes alto, e precise justificar a renda de maneira mais específica;
  • Tem o objetivo de expandir o negócio;
  • Precisar contratar mais de um colaborador para ajudar nas demandas diárias;
  • Quando os impostos como pessoa física se tornarem mais altos que o empresarial. 

 

Quais são as tributações do segmento odontológico?

Para o dentista que trabalha como empregado celetista, a tributação necessária será retida pela empresa contratante. Nesse caso, pela clínica odontológica.

Assim, para o dentista pessoa física, a tributação deverá ser sobre o faturamento total. O valor do INSS é de 20% do total ganho dentro do mês.

Em contrapartida, o dentista pessoa jurídica, a tributação dependerá do regime tributário escolhido (Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional).

 

O que vale mais a pena para o dentista? Ser pessoa física ou jurídica?

Para que você consiga escolher entre a pessoa física ou pessoa jurídica para dentista, é necessário ter em mente qual a sua maturidade do negócio.

Neste caso, se você está começando a dar os primeiros passos na profissão e trabalhar de maneira autônoma, talvez começar a exercer suas funções como pessoa física seja uma boa opção.

Afinal, você estará montando uma base de cliente e se aperfeiçoando neste mercado de trabalho.

Entretanto, se você já tiver um volume de atendimento e precisar comprovar renda de maneira mais estratégica, contar com uma pessoa jurídica pode te ajudar em diferentes cenários, como:

  • Lucratividade;
  • Redução de impostos;
  • Crescimento em escala. 

Importante ressaltar que não existe uma resposta certa ou errada. E sim, o que funciona para o seu trabalho. 

 

Quer continuar entendendo mais sobre contabilidade para dentistas? Não deixe de conferir esse post com 04 dicas sobre o segmento.

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