Fiscal e tributário

Lucro Presumido, Real ou Simples: qual será mais vantajoso com o novo sistema da reforma

Lucro Real ou Simples Nacional: qual regime será mais vantajoso após a Reforma Tributária?

24 de nov. de 2025

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O cenário fiscal brasileiro terá grandes mudanças com a Reforma Tributária. Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132, escolher entre Lucro Real ou Simples, além do Lucro Presumido, é um dos principais dilemas para empresas que desejam otimizar sua carga tributária a partir de 2026.

Neste artigo, vamos abordar como cada regime tributário será impactado pela reforma, quais setores serão os mais afetados, como será o funcionamento do novo sistema de impostos e, principalmente, qual regime será mais vantajoso para o seu negócio.

Reforma Tributária: o que é, como funciona e o que muda para as empresas

A Reforma Tributária tem por objetivo simplificar o sistema de tributos sobre o consumo. Hoje, o Brasil possui cinco tributos diferentes nessa categoria: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A proposta une todos esses tributos em dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): de competência estadual e municipal.

Eles vão seguir a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) com não cumulatividade ampla, ou seja, será possível o aproveitamento total de créditos ao longo da cadeia produtiva.

A transição da reforma ocorrerá entre 2026 e 2032, e inclui fases de teste e convivência dos sistemas antigo e novo.

Reforma Tributária: o que é, como funciona e o que muda para as empresas

A Reforma Tributária tem por objetivo simplificar o sistema de tributos sobre o consumo. Hoje, o Brasil possui cinco tributos diferentes nessa categoria: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A proposta une todos esses tributos em dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): de competência estadual e municipal.

Eles vão seguir a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) com não cumulatividade ampla, ou seja, será possível o aproveitamento total de créditos ao longo da cadeia produtiva.

A transição da reforma ocorrerá entre 2026 e 2032, e inclui fases de teste e convivência dos sistemas antigo e novo.

Como o Lucro Presumido vai funcionar após a Reforma Tributária?

O Lucro Presumido, que muitas empresas escolhem por sua simplicidade, pode perder competitividade com a reforma. Alguns dos impactos diretos, incluem:

  • Redução da atratividade: como o sistema é baseado em uma margem de lucro presumida, empresas que atualmente se beneficiam dessa presunção podem sofrer penalizações, pois vão perder a oportunidade de aproveitamento dos créditos.

  • Aumento da base de presunção: existem proposições, como o PLP 182/2025, que aumentam a presunção para fins de IRPJ/CSLL (de 8% para 8,8% no comércio, por exemplo).

  • Redução na possibilidade de deduções e créditos: o novo sistema premia empresas com mais controle de custos e insumos dedutíveis.

Veja nossos preços e planos para o regime de Lucro Presumido  e entenda melhor o que é Lucro Presumido.

Como o Lucro Real será afetado pela Reforma Tributária? 

O Lucro Real, embora seja mais complexo, será possivelmente o mais vantajoso no novo sistema tributário, principalmente para empresas com margens apertadas e custos operacionais maiores.

Destaques do novo cenário:

  • Créditos fiscais mais amplos: o modelo de não cumulatividade total favorece empresas que adquirem grande quantidade de insumos e serviços.

  • Redução da carga tributária efetiva: como os tributos terão incidência sobre o valor adicionado, e não sobre o total das receitas, empresas com margens menores serão beneficiadas.

  • Transparência e precisão: se tornará ainda mais importante ter uma gestão eficiente de contabilidade online para apurar da forma correta o Lucro Real.

 Indústrias, empresas de tecnologia e grandes varejistas devem analisar os diversos aspectos desse regime a partir de 2026.

Como o Simples Nacional será impactado pela Reforma Tributária?

O Simples Nacional, que é o regime indicado para micro e pequenas empresas, não será extinto, porém, sofrerá ajustes estratégicos.

Mudanças e oportunidades:

  • Manutenção das faixas e tabelas atuais: a previsão é de que no ano inicial da transição, as alíquotas se manterão as mesmas.

  • Recolhimento híbrido: os optantes poderão recolher CBS e IBS fora do DAS, permitindo a geração de créditos para seus clientes.

  • Maior complexidade para maior competitividade: aderindo ao recolhimento separado, empresas do Simples se tornam mais competitivas no mercado B2B, principalmente com relação às empresas do Lucro Real.

Lucro Real ou Simples: qual regime tributário será mais vantajoso com a Reforma?

Depende! As vantagens vão variar conforme o perfil de cada empresa, mas a reforma dá claros sinais:

Critério

Lucro Real

Lucro Presumido

Simples Nacional

Faturamento

Sem limite

Até R$ 78 mi/ano

Até R$ 4,8 mi/ano

Carga Tributária

Pode ser mais baixa

Base fixa (presumida)

Unificada e simples

Créditos Tributários

Totalmente aproveitáveis

Pouco aproveitáveis

Depende da opção (DAS ou fora)

Complexidade de Apuração

Alta

Média

Baixa

Indicado para

Indústrias, varejo, tech

Serviços com alta margem

Micro e pequenas empresas

Vantagem pós-reforma

Alta

Baixa/Média

Média com possibilidade de ajuste

Lucro Real ou Simples?
Se sua empresa tem custos operacionais elevados e trabalha com margens pequenas, o Lucro Real pode ser a melhor escolha. Já para empresas de menor porte, principalmente as que atuam no varejo local, a melhor opção é se manter no Simples.

Créditos fiscais na nova tributação: o que muda e como aproveitar ao máximo

A chance de aproveitamento de créditos fiscais será um dos maiores trunfos do novo sistema:

  • IBS e CBS vão permitir créditos sobre quase todos os insumos e serviços adquiridos.

  • Empresas no Lucro Real serão as mais beneficiadas, pois já têm estrutura para controle de créditos.

  • Empresas no Simples que escolherem o recolhimento híbrido também poderão gerar créditos para seus clientes, e aumentar sua competitividade.

Quais setores serão mais afetados pela Reforma Tributária? Entenda os impactos

Setores mais impactados negativamente:

  • Prestadores de serviços com poucos insumos (ex: advocacia, consultoria) no Lucro Presumido.

  • Empresas de alta margem com pouca estrutura contábil.

  • Setores que dependem da simplicidade do regime presumido.

Setores mais beneficiados:

  • Indústrias e agronegócio: alto volume de insumos = mais créditos.

  • Varejo de grande porte e e-commerce.

  • Startups e empresas de tecnologia no Lucro Real.

Como preparar sua empresa para as mudanças fiscais

A transição das empresas para o novo sistema demandará planejamento estratégico e suporte técnico especializado. Dentre as principais ações recomendadas, inclui-se:

  1. Reavaliar o regime atual e simular o impacto da nova carga tributária.

  2. Implementar ou modernizar o sistema de contabilidade online, a fim de garantir a correta apuração dos créditos.

  3. Treinamento das equipes fiscais e contábeis para a nova estrutura tributária.

  4. Analisar a mudança para o Lucro Real, se os dados indicarem vantagem financeira.

  5. Estudar o recolhimento híbrido no Simples, quando aplicável.

Prepare sua empresa para o futuro tributário do Brasil

Com a Reforma Tributária e a criação do CBS e IBS, o sistema tributário brasileiro se encaminha para maior transparência, simplicidade e justiça fiscal. Porém, a escolha entre Lucro Real ou Simples, além do Lucro Presumido, será ainda mais estratégica.

  • Empresas com margens de lucro menores e muitos insumos provavelmente se beneficiarão do Lucro Real, graças ao crédito fiscal integral.

  •  O Lucro Presumido pode se tornar menos competitivo, se a base de presunção aumentar.

  •  O Simples Nacional se mantém estável, mesmo com opção de recolhimento híbrido, trazendo novos desafios e oportunidades.

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Reforma Tributária: o que é, como funciona e o que muda para as empresas

A Reforma Tributária tem por objetivo simplificar o sistema de tributos sobre o consumo. Hoje, o Brasil possui cinco tributos diferentes nessa categoria: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A proposta une todos esses tributos em dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): de competência estadual e municipal.

Eles vão seguir a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) com não cumulatividade ampla, ou seja, será possível o aproveitamento total de créditos ao longo da cadeia produtiva.

A transição da reforma ocorrerá entre 2026 e 2032, e inclui fases de teste e convivência dos sistemas antigo e novo.

Como o Lucro Presumido vai funcionar após a Reforma Tributária?

O Lucro Presumido, que muitas empresas escolhem por sua simplicidade, pode perder competitividade com a reforma. Alguns dos impactos diretos, incluem:

  • Redução da atratividade: como o sistema é baseado em uma margem de lucro presumida, empresas que atualmente se beneficiam dessa presunção podem sofrer penalizações, pois vão perder a oportunidade de aproveitamento dos créditos.

  • Aumento da base de presunção: existem proposições, como o PLP 182/2025, que aumentam a presunção para fins de IRPJ/CSLL (de 8% para 8,8% no comércio, por exemplo).

  • Redução na possibilidade de deduções e créditos: o novo sistema premia empresas com mais controle de custos e insumos dedutíveis.

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Como o Lucro Real será afetado pela Reforma Tributária? 

O Lucro Real, embora seja mais complexo, será possivelmente o mais vantajoso no novo sistema tributário, principalmente para empresas com margens apertadas e custos operacionais maiores.

Destaques do novo cenário:

  • Créditos fiscais mais amplos: o modelo de não cumulatividade total favorece empresas que adquirem grande quantidade de insumos e serviços.

  • Redução da carga tributária efetiva: como os tributos terão incidência sobre o valor adicionado, e não sobre o total das receitas, empresas com margens menores serão beneficiadas.

  • Transparência e precisão: se tornará ainda mais importante ter uma gestão eficiente de contabilidade online para apurar da forma correta o Lucro Real.

 Indústrias, empresas de tecnologia e grandes varejistas devem analisar os diversos aspectos desse regime a partir de 2026.

Como o Simples Nacional será impactado pela Reforma Tributária?

O Simples Nacional, que é o regime indicado para micro e pequenas empresas, não será extinto, porém, sofrerá ajustes estratégicos.

Mudanças e oportunidades:

  • Manutenção das faixas e tabelas atuais: a previsão é de que no ano inicial da transição, as alíquotas se manterão as mesmas.

  • Recolhimento híbrido: os optantes poderão recolher CBS e IBS fora do DAS, permitindo a geração de créditos para seus clientes.

  • Maior complexidade para maior competitividade: aderindo ao recolhimento separado, empresas do Simples se tornam mais competitivas no mercado B2B, principalmente com relação às empresas do Lucro Real.

Lucro Real ou Simples: qual regime tributário será mais vantajoso com a Reforma?

Depende! As vantagens vão variar conforme o perfil de cada empresa, mas a reforma dá claros sinais:

Critério

Lucro Real

Lucro Presumido

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Sem limite

Até R$ 78 mi/ano

Até R$ 4,8 mi/ano

Carga Tributária

Pode ser mais baixa

Base fixa (presumida)

Unificada e simples

Créditos Tributários

Totalmente aproveitáveis

Pouco aproveitáveis

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Alta

Média

Baixa

Indicado para

Indústrias, varejo, tech

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Micro e pequenas empresas

Vantagem pós-reforma

Alta

Baixa/Média

Média com possibilidade de ajuste

Lucro Real ou Simples?
Se sua empresa tem custos operacionais elevados e trabalha com margens pequenas, o Lucro Real pode ser a melhor escolha. Já para empresas de menor porte, principalmente as que atuam no varejo local, a melhor opção é se manter no Simples.

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A chance de aproveitamento de créditos fiscais será um dos maiores trunfos do novo sistema:

  • IBS e CBS vão permitir créditos sobre quase todos os insumos e serviços adquiridos.

  • Empresas no Lucro Real serão as mais beneficiadas, pois já têm estrutura para controle de créditos.

  • Empresas no Simples que escolherem o recolhimento híbrido também poderão gerar créditos para seus clientes, e aumentar sua competitividade.

Quais setores serão mais afetados pela Reforma Tributária? Entenda os impactos

Setores mais impactados negativamente:

  • Prestadores de serviços com poucos insumos (ex: advocacia, consultoria) no Lucro Presumido.

  • Empresas de alta margem com pouca estrutura contábil.

  • Setores que dependem da simplicidade do regime presumido.

Setores mais beneficiados:

  • Indústrias e agronegócio: alto volume de insumos = mais créditos.

  • Varejo de grande porte e e-commerce.

  • Startups e empresas de tecnologia no Lucro Real.

Como preparar sua empresa para as mudanças fiscais

A transição das empresas para o novo sistema demandará planejamento estratégico e suporte técnico especializado. Dentre as principais ações recomendadas, inclui-se:

  1. Reavaliar o regime atual e simular o impacto da nova carga tributária.

  2. Implementar ou modernizar o sistema de contabilidade online, a fim de garantir a correta apuração dos créditos.

  3. Treinamento das equipes fiscais e contábeis para a nova estrutura tributária.

  4. Analisar a mudança para o Lucro Real, se os dados indicarem vantagem financeira.

  5. Estudar o recolhimento híbrido no Simples, quando aplicável.

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Com a Reforma Tributária e a criação do CBS e IBS, o sistema tributário brasileiro se encaminha para maior transparência, simplicidade e justiça fiscal. Porém, a escolha entre Lucro Real ou Simples, além do Lucro Presumido, será ainda mais estratégica.

  • Empresas com margens de lucro menores e muitos insumos provavelmente se beneficiarão do Lucro Real, graças ao crédito fiscal integral.

  •  O Lucro Presumido pode se tornar menos competitivo, se a base de presunção aumentar.

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A Reforma Tributária tem por objetivo simplificar o sistema de tributos sobre o consumo. Hoje, o Brasil possui cinco tributos diferentes nessa categoria: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A proposta une todos esses tributos em dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal.

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