Empreendedorismo

Gestão de aluguel por temporada: como lucrar além do Airbnb e Booking

Como transformar aluguel por temporada em um negócio lucrativo com precificação dinâmica, gestão profissional e visão estratégica

13 de fev. de 2026

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O aluguel por temporada há algum tempo deixou de ser “renda extra” para se tornar um negócio de verdade. Esse é o momento de diferenciar quem somente “anuncia um imóvel” e quem opera uma unidade lucrativa, com previsibilidade, margem e probabilidade de escalonamento.

Se você quer lucrar além do Airbnb e Booking, o primeiro passo é simples: plataformas não são o seu negócio, elas são somente canais de aquisição. O seu negócio é a sua operação: produto (imóvel), preço, distribuição (canais), experiência do hóspede, eficiência e gestão.

Neste artigo vamos abordar o atual mercado de aluguel por temporada no Brasil, como aumentar a rentabilidade com preços dinâmicos, profissionalização e boas práticas de gestão de imóveis, além de um checklist importante para a regularização da operação com segurança.

Cenário das plataformas de aluguel por temporada no Brasil

Airbnb e Booking aumentaram o crescimento do aluguel por temporada facilitando a divulgação, pagamentos e confiança entre anfitriões e hóspedes. Porém, esse crescimento trouxe um efeito colateral: maior concorrência, briga de preços e uma separação cada vez mais evidente entre amadores e operadores profissionais.

Uma boa notícia é que quando o mercado amadurece, quem opera bem têm vantagens. A má notícia: quem depende só das plataformas e improviso pode ver a rentabilidade cair com o tempo, especialmente com as taxas, variações de demanda, avaliações e regras do próprio canal. As plataformas mudam, e o seu negócio precisa se manter de pé mesmo quando elas mudarem.

Quem deseja entrar ou se manter nesse nicho, precisa estar atento também sobre as regras gerais de locação no Brasil, e a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) que determina a locação para temporada e traz parâmetros importantes.

O mercado de aluguel por temporada no Brasil: oportunidade ou saturação?

Crescimento do modelo

O aluguel por temporada cresceu pois atende um comportamento moderno: famílias e grupos querendo mais espaço, cozinhas equipadas, experiências locais e flexibilidade. Outros fatores foram o aumento do trabalho remoto, eventos regionais e turismo doméstico.

Aumento da concorrência

O que antes era visto como um imóvel bem localizado, hoje precisa ser um produto bem posicionado. Em muitas cidades turísticas, a oferta cresceu e o hóspede hoje pesquisa todas as informações sobre o imóvel, analisando fotos, avaliações, política de cancelamento, velocidade de resposta e, obviamente, o preço.

Profissionalização do setor

A concorrência puxa o mercado para cima, trazendo mais tecnologia, automação, padrões de limpeza, check-in eficiente, amenities, padronização de manutenção e experiência.

Diferença entre amador e operador profissional

Se por um lado, o anfitrião amador baseia seu preço no “feeling”, responde só quando dá, resolve problemas no improviso, não mede margem e não controla calendário com rigor. Por outro lado, o operador profissional utiliza dados, automatiza as tarefas repetitivas, controla custo por reserva, trabalha a reputação e organiza o calendário do jeito certo (com lucro, não só com volume).

E o ponto principal é esse: alta ocupação não é sinônimo de lucro.

As plataformas não são modelo de negócio 

Plataformas como Airbnb e Booking são ótimos começos, mas se você trata essas plataformas como “o negócio”, você perde o controle do que é mais importante: margem, cliente e previsibilidade.

Dependência de plataformas

Se você fica dependente das plataformas, não controla o algoritmo, destaque, regras de cancelamento, exigências de qualidade e políticas internas. E é nesse momento, que sua demanda pode variar de um mês para o outro sem aparentemente ter feito nada errado.

Taxas e impacto na margem

As taxas existem e precisam ser contabilizadas na sua estratégia de preço. No Airbnb, por exemplo, existe taxa de serviço (com variação conforme o modelo e outros fatores), e a própria central de ajuda detalha como as taxas podem incidir para hóspedes ou anfitriões e como o preço final é formado.
Na Booking.com, o modelo se baseia em comissão por reserva, e é explicado na área oficial para parceiros.

Risco de bloqueios

Nos marketplaces, a reputação é tudo. Se você têm uma sequência de avaliações ruins, um overbooking por falha de calendário ou um problema de atendimento pode acontecer de perder visibilidade, e em casos mais extremos até sofrer algumas restrições.

Falta de controle sobre o cliente

Ao utilizar plataformas, o cliente não é seu, você está recebendo um hóspede que veio pelo canal. Por isso, é fundamental para a sobrevivência do seu negócio, pensar em marca, padrão de recorrência, e usar isso como estratégia e não somente referente ao crescimento.

Uma boa visão de negócio é utilizar as plataformas como topo do funil, mas construir também uma operação que se sustente pela qualidade, eficiência e preço competitivo.

Como aumentar a rentabilidade no aluguel por temporada

A chave para o lucro é: precificação + posicionamento + receita extra + eficiência operacional.

Precificação dinâmica (Revenue Management)

Uma boa precificação não é colocar o preço “mais caro”, e sim, cobrar o valor certo no dia certo.

A seguir, veja alguns fatores que mudam o preço, e você precisa estar atento:

  • Sazonalidade - alta ou baixa temporada;


  • Eventos locais - feiras, shows, feriados prolongados;


  • Dia da semana - finais de semana versus meio de semana;


  • Concorrência real - imóveis similares na mesma região e mesmo padrão;


  • Antecedência - última hora deve ter uma regra própria;


  • Taxa de ocupação ideal - lotar com margem baixa pode ser mais prejudicial do que menos reservas com lucro alto.

Para uma operação mais profissional, você pode usar metas simples que incluem:

  • garantir diária mínima com margem


  • elevar o preço quando a demanda acelera


  • proteger calendário para datas premium


  • ajustar descontos de maneira estratégica, e não em momentos desesperados


Estratégia de posicionamento do imóvel

O aluguel por temporada não é um produto sozinho, ele possui nichos. Por isso, é necessário definir:

  • Público-alvo: casal, família, corporativo, estudantes, eventos, pet friendly;


  • Proposta de valor: silêncio para home office, enxoval premium, cozinha completa, garagem, acessibilidade, vista, proximidade do centro da cidade, e outros;


  • Experiência: guia do bairro, passeios programados, check-in simples, comunicação clara, padrão de limpeza.

Com isso, você se torna mais competitivo, e não somente com o preço cobrado, mas também pelo valor percebido.

Upsell e receitas extras

A receita extra não é cobrar a mais por tudo. É oferecer alternativas que fazem sentido para o hóspede e aumentam sua margem:

  • check-in antecipado  ou check-out estendido (se a agenda permitir);


  • taxa de limpeza calculada corretamente (sem assustar o cliente e sem corroer margem);


  • parcerias com transfer, passeios, mercado, e outras experiências locais (quando for possível);


  • disponibilização de kits (bebê, pet, praia, home office).


Redução de custos operacionais

A redução dos custos operacionais se dá principalmente pela palavra: padronização. Vejamos alguns exemplos:

  • processos de limpeza com checklist;


  • reposição de itens por kit;


  • manutenção preventiva (e evitar emergências de alto custo);


  • automação de mensagens e check-in remoto se fizer sentido.

Dessa forma, as falhas são reduzidas, consequentemente as avaliações serão melhores, gerando mais conversão e como resultado um melhor preço.

Profissionalização da gestão: saia do modo “anfitrião” e vire operador

A profissionalização não é sinônimo de ser dono de vários imóveis, mas sim, administrar seu negócio como uma empresa real, com rotina, indicadores e decisões feitas por dados.

Os indicadores essenciais da profissionalização, incluem:

  • Taxa de ocupação: quanto do calendário já foi vendido


  • ADR (Average Daily Rate / diária média): média do montante que é recebido por noite


  • RevPAR: receita por noite disponível (ocupação + preço, juntos)


  • Margem líquida: o restante que sobra depois de TODAS as despesas (limpeza, reposição, manutenção, taxas de canal, utilidades, condomínio, internet, etc.).

Após analisar esses fatores, você pode verificar onde está o lucro: se no preço, no custo de limpeza, na taxa do canal utilizado, em estadias curtas que podem atrapalhar sua margem, ou datas premium que não foram aproveitadas do jeito certo. 

Essa virada transforma o aluguel por temporada em negócio de longo prazo.

Ferramentas de gestão para aluguel por temporada

A tecnologia permite escala e consistência no aluguel por temporada. Se você busca eficiência na gestão de imóveis, vamos mostrar as 5 categorias que mais impactam seu lucro:

  1. Channel Manager
    Com ela, é possível evitar o overbooking e sincronizar calendários entre Airbnb, Booking e outros canais.


  2. Precificação dinâmica
    Ajusta preço de forma automática com base na demanda, eventos e concorrência (se a configuração for bem feita, vira “time de revenue” rodando todo dia).


  3. PMS (Property Management System)
    Centraliza as reservas, tarefas, checklists, comunicação e demais rotinas da operação.


  4. Automação de atendimento
    Mensagens automáticas, respostas rápidas, padronização de instruções e redução de falhas (que se transformam em avaliações ruins).


  5. Controle financeiro e margem por imóvel
    Assim, é possível gerir seu negócio, saber o lucro real por unidade, por mês e por canal para escolher onde investir e o que ajustar.

Como regularizar imóvel para aluguel por temporada 

Regularizar um imóvel pode ser visto como burocrático, mas na visão de negócio ela é útil para 3 coisas: proteção patrimonial, redução de risco e capacidade de expansão. Alguns pontos práticos são importantes na regularização, veremos a seguir um pouco sobre cada um.

Regras de condomínio

Condomínios podem gerar controvérsias, mas o STJ já decidiu que a convenção condominial pode limitar locação por plataformas quando esse for de destinação residencial e a convenção assim definir, ou seja, a regra que vale é a  interna do condomínio). Isso significa que na prática, antes de escalar, entenda a convenção e alinhe expectativas.

Contrato e natureza de temporada

A Lei do Inquilinato fala sobre a locação para temporada e é uma referência importante para organizar a locação com clareza. Quanto mais profissional você for em relação às regras, comunicação e documentação, menos risco e menos conflito.

Cadastro na prefeitura ou alvará 

No Brasil, as regras municipais podem mudar. Em algumas cidades são discutidas e implementados mecanismos de controle e propostas de regulamentação, por isso, é necessário atenção local. Uma boa estratégia para operar por muito tempo é tratar esse fator como parte do “mapa de risco” do negócio.

Emissão de nota fiscal / serviços agregados

Um cuidado importante dentro da visão de negócio é que: quanto mais você incorpora serviços típicos de hospedagem, mais próximo fica do funcionamento de hotelaria. Para decisões seguras, o indicado é mapear o seu modelo e ajustar a operação.

Como escalar a operação e transformar aluguel por temporada em negócio

Escalar não deve ser só pegar mais imóveis, mas sim ampliar o funcionamento do negócio sem perder a qualidade. Os caminhos mais comuns para isso, são:

  • Gestão de múltiplos imóveis (com processos e ferramentas, sem improviso)


  • Sociedade com investidores (você opera; o investidor aporta capital)


  • Gestão para terceiros (modelo administradora/operador)


  • Marca própria (padrão, promessa clara, experiência consistente)


  • Site próprio e vendas diretas (para reduzir dependência e aumentar margem)

Os marketplaces podem trazer volume, mas a maturidade do negócio acontece quando você ganha controle de preço, processo e cliente.

Para aprofundar sua estrutura e organizar a operação com mais segurança, com foco em ganhar eficiência no dia a dia e escolher as melhores soluções tecnológicas, conheça as melhores opções de ferramentas para anfitriões Airbnb.

Mas, se você quer garantir que a base patrimonial do seu negócio é sólida e juridicamente organizada, não perca nosso artigo sobre como regularizar a escritura de imóvel, antes de expandir sua operação.

Esses dois recursos te ajudam a estruturar o crescimento do seu aluguel por temporada com mais segurança, eficiência e visão estratégica.

Profissionalize de verdade e aumente sua margem

Se você quer operar com lucro, preço inteligente, rotina profissional e segurança para crescer no aluguel por temporada, a Facilite pode te ajudar. Nós ajudamos anfitriões e operadores a estruturarem a operação com atendimento personalizado e humanizado, com tecnologia de ponta e intuitiva, para você tomar decisões melhores e crescer com tranquilidade.

Se a sua meta é profissionalizar, proteger e escalar, mas sem perder margem no caminho, a Facilite pode ser o suporte especializado que faltava para organizar a base do seu negócio e liberar você para focar no que mais importa: rentabilidade e crescimento.

O mercado de aluguel por temporada no Brasil: oportunidade ou saturação?

Crescimento do modelo

O aluguel por temporada cresceu pois atende um comportamento moderno: famílias e grupos querendo mais espaço, cozinhas equipadas, experiências locais e flexibilidade. Outros fatores foram o aumento do trabalho remoto, eventos regionais e turismo doméstico.

Aumento da concorrência

O que antes era visto como um imóvel bem localizado, hoje precisa ser um produto bem posicionado. Em muitas cidades turísticas, a oferta cresceu e o hóspede hoje pesquisa todas as informações sobre o imóvel, analisando fotos, avaliações, política de cancelamento, velocidade de resposta e, obviamente, o preço.

Profissionalização do setor

A concorrência puxa o mercado para cima, trazendo mais tecnologia, automação, padrões de limpeza, check-in eficiente, amenities, padronização de manutenção e experiência.

Diferença entre amador e operador profissional

Se por um lado, o anfitrião amador baseia seu preço no “feeling”, responde só quando dá, resolve problemas no improviso, não mede margem e não controla calendário com rigor. Por outro lado, o operador profissional utiliza dados, automatiza as tarefas repetitivas, controla custo por reserva, trabalha a reputação e organiza o calendário do jeito certo (com lucro, não só com volume).

E o ponto principal é esse: alta ocupação não é sinônimo de lucro.

As plataformas não são modelo de negócio 

Plataformas como Airbnb e Booking são ótimos começos, mas se você trata essas plataformas como “o negócio”, você perde o controle do que é mais importante: margem, cliente e previsibilidade.

Dependência de plataformas

Se você fica dependente das plataformas, não controla o algoritmo, destaque, regras de cancelamento, exigências de qualidade e políticas internas. E é nesse momento, que sua demanda pode variar de um mês para o outro sem aparentemente ter feito nada errado.

Taxas e impacto na margem

As taxas existem e precisam ser contabilizadas na sua estratégia de preço. No Airbnb, por exemplo, existe taxa de serviço (com variação conforme o modelo e outros fatores), e a própria central de ajuda detalha como as taxas podem incidir para hóspedes ou anfitriões e como o preço final é formado.
Na Booking.com, o modelo se baseia em comissão por reserva, e é explicado na área oficial para parceiros.

Risco de bloqueios

Nos marketplaces, a reputação é tudo. Se você têm uma sequência de avaliações ruins, um overbooking por falha de calendário ou um problema de atendimento pode acontecer de perder visibilidade, e em casos mais extremos até sofrer algumas restrições.

Falta de controle sobre o cliente

Ao utilizar plataformas, o cliente não é seu, você está recebendo um hóspede que veio pelo canal. Por isso, é fundamental para a sobrevivência do seu negócio, pensar em marca, padrão de recorrência, e usar isso como estratégia e não somente referente ao crescimento.

Uma boa visão de negócio é utilizar as plataformas como topo do funil, mas construir também uma operação que se sustente pela qualidade, eficiência e preço competitivo.

Como aumentar a rentabilidade no aluguel por temporada

A chave para o lucro é: precificação + posicionamento + receita extra + eficiência operacional.

Precificação dinâmica (Revenue Management)

Uma boa precificação não é colocar o preço “mais caro”, e sim, cobrar o valor certo no dia certo.

A seguir, veja alguns fatores que mudam o preço, e você precisa estar atento:

  • Sazonalidade - alta ou baixa temporada;


  • Eventos locais - feiras, shows, feriados prolongados;


  • Dia da semana - finais de semana versus meio de semana;


  • Concorrência real - imóveis similares na mesma região e mesmo padrão;


  • Antecedência - última hora deve ter uma regra própria;


  • Taxa de ocupação ideal - lotar com margem baixa pode ser mais prejudicial do que menos reservas com lucro alto.

Para uma operação mais profissional, você pode usar metas simples que incluem:

  • garantir diária mínima com margem


  • elevar o preço quando a demanda acelera


  • proteger calendário para datas premium


  • ajustar descontos de maneira estratégica, e não em momentos desesperados


Estratégia de posicionamento do imóvel

O aluguel por temporada não é um produto sozinho, ele possui nichos. Por isso, é necessário definir:

  • Público-alvo: casal, família, corporativo, estudantes, eventos, pet friendly;


  • Proposta de valor: silêncio para home office, enxoval premium, cozinha completa, garagem, acessibilidade, vista, proximidade do centro da cidade, e outros;


  • Experiência: guia do bairro, passeios programados, check-in simples, comunicação clara, padrão de limpeza.

Com isso, você se torna mais competitivo, e não somente com o preço cobrado, mas também pelo valor percebido.

Upsell e receitas extras

A receita extra não é cobrar a mais por tudo. É oferecer alternativas que fazem sentido para o hóspede e aumentam sua margem:

  • check-in antecipado  ou check-out estendido (se a agenda permitir);


  • taxa de limpeza calculada corretamente (sem assustar o cliente e sem corroer margem);


  • parcerias com transfer, passeios, mercado, e outras experiências locais (quando for possível);


  • disponibilização de kits (bebê, pet, praia, home office).


Redução de custos operacionais

A redução dos custos operacionais se dá principalmente pela palavra: padronização. Vejamos alguns exemplos:

  • processos de limpeza com checklist;


  • reposição de itens por kit;


  • manutenção preventiva (e evitar emergências de alto custo);


  • automação de mensagens e check-in remoto se fizer sentido.

Dessa forma, as falhas são reduzidas, consequentemente as avaliações serão melhores, gerando mais conversão e como resultado um melhor preço.

Profissionalização da gestão: saia do modo “anfitrião” e vire operador

A profissionalização não é sinônimo de ser dono de vários imóveis, mas sim, administrar seu negócio como uma empresa real, com rotina, indicadores e decisões feitas por dados.

Os indicadores essenciais da profissionalização, incluem:

  • Taxa de ocupação: quanto do calendário já foi vendido


  • ADR (Average Daily Rate / diária média): média do montante que é recebido por noite


  • RevPAR: receita por noite disponível (ocupação + preço, juntos)


  • Margem líquida: o restante que sobra depois de TODAS as despesas (limpeza, reposição, manutenção, taxas de canal, utilidades, condomínio, internet, etc.).

Após analisar esses fatores, você pode verificar onde está o lucro: se no preço, no custo de limpeza, na taxa do canal utilizado, em estadias curtas que podem atrapalhar sua margem, ou datas premium que não foram aproveitadas do jeito certo. 

Essa virada transforma o aluguel por temporada em negócio de longo prazo.

Ferramentas de gestão para aluguel por temporada

A tecnologia permite escala e consistência no aluguel por temporada. Se você busca eficiência na gestão de imóveis, vamos mostrar as 5 categorias que mais impactam seu lucro:

  1. Channel Manager
    Com ela, é possível evitar o overbooking e sincronizar calendários entre Airbnb, Booking e outros canais.


  2. Precificação dinâmica
    Ajusta preço de forma automática com base na demanda, eventos e concorrência (se a configuração for bem feita, vira “time de revenue” rodando todo dia).


  3. PMS (Property Management System)
    Centraliza as reservas, tarefas, checklists, comunicação e demais rotinas da operação.


  4. Automação de atendimento
    Mensagens automáticas, respostas rápidas, padronização de instruções e redução de falhas (que se transformam em avaliações ruins).


  5. Controle financeiro e margem por imóvel
    Assim, é possível gerir seu negócio, saber o lucro real por unidade, por mês e por canal para escolher onde investir e o que ajustar.

Como regularizar imóvel para aluguel por temporada 

Regularizar um imóvel pode ser visto como burocrático, mas na visão de negócio ela é útil para 3 coisas: proteção patrimonial, redução de risco e capacidade de expansão. Alguns pontos práticos são importantes na regularização, veremos a seguir um pouco sobre cada um.

Regras de condomínio

Condomínios podem gerar controvérsias, mas o STJ já decidiu que a convenção condominial pode limitar locação por plataformas quando esse for de destinação residencial e a convenção assim definir, ou seja, a regra que vale é a  interna do condomínio). Isso significa que na prática, antes de escalar, entenda a convenção e alinhe expectativas.

Contrato e natureza de temporada

A Lei do Inquilinato fala sobre a locação para temporada e é uma referência importante para organizar a locação com clareza. Quanto mais profissional você for em relação às regras, comunicação e documentação, menos risco e menos conflito.

Cadastro na prefeitura ou alvará 

No Brasil, as regras municipais podem mudar. Em algumas cidades são discutidas e implementados mecanismos de controle e propostas de regulamentação, por isso, é necessário atenção local. Uma boa estratégia para operar por muito tempo é tratar esse fator como parte do “mapa de risco” do negócio.

Emissão de nota fiscal / serviços agregados

Um cuidado importante dentro da visão de negócio é que: quanto mais você incorpora serviços típicos de hospedagem, mais próximo fica do funcionamento de hotelaria. Para decisões seguras, o indicado é mapear o seu modelo e ajustar a operação.

Como escalar a operação e transformar aluguel por temporada em negócio

Escalar não deve ser só pegar mais imóveis, mas sim ampliar o funcionamento do negócio sem perder a qualidade. Os caminhos mais comuns para isso, são:

  • Gestão de múltiplos imóveis (com processos e ferramentas, sem improviso)


  • Sociedade com investidores (você opera; o investidor aporta capital)


  • Gestão para terceiros (modelo administradora/operador)


  • Marca própria (padrão, promessa clara, experiência consistente)


  • Site próprio e vendas diretas (para reduzir dependência e aumentar margem)

Os marketplaces podem trazer volume, mas a maturidade do negócio acontece quando você ganha controle de preço, processo e cliente.

Para aprofundar sua estrutura e organizar a operação com mais segurança, com foco em ganhar eficiência no dia a dia e escolher as melhores soluções tecnológicas, conheça as melhores opções de ferramentas para anfitriões Airbnb.

Mas, se você quer garantir que a base patrimonial do seu negócio é sólida e juridicamente organizada, não perca nosso artigo sobre como regularizar a escritura de imóvel, antes de expandir sua operação.

Esses dois recursos te ajudam a estruturar o crescimento do seu aluguel por temporada com mais segurança, eficiência e visão estratégica.

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Se você quer operar com lucro, preço inteligente, rotina profissional e segurança para crescer no aluguel por temporada, a Facilite pode te ajudar. Nós ajudamos anfitriões e operadores a estruturarem a operação com atendimento personalizado e humanizado, com tecnologia de ponta e intuitiva, para você tomar decisões melhores e crescer com tranquilidade.

Se a sua meta é profissionalizar, proteger e escalar, mas sem perder margem no caminho, a Facilite pode ser o suporte especializado que faltava para organizar a base do seu negócio e liberar você para focar no que mais importa: rentabilidade e crescimento.

O aluguel por temporada há algum tempo deixou de ser “renda extra” para se tornar um negócio de verdade. Esse é o momento de diferenciar quem somente “anuncia um imóvel” e quem opera uma unidade lucrativa, com previsibilidade, margem e probabilidade de escalonamento.

Se você quer lucrar além do Airbnb e Booking, o primeiro passo é simples: plataformas não são o seu negócio, elas são somente canais de aquisição. O seu negócio é a sua operação: produto (imóvel), preço, distribuição (canais), experiência do hóspede, eficiência e gestão.

Neste artigo vamos abordar o atual mercado de aluguel por temporada no Brasil, como aumentar a rentabilidade com preços dinâmicos, profissionalização e boas práticas de gestão de imóveis, além de um checklist importante para a regularização da operação com segurança.

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Airbnb e Booking aumentaram o crescimento do aluguel por temporada facilitando a divulgação, pagamentos e confiança entre anfitriões e hóspedes. Porém, esse crescimento trouxe um efeito colateral: maior concorrência, briga de preços e uma separação cada vez mais evidente entre amadores e operadores profissionais.

Uma boa notícia é que quando o mercado amadurece, quem opera bem têm vantagens. A má notícia: quem depende só das plataformas e improviso pode ver a rentabilidade cair com o tempo, especialmente com as taxas, variações de demanda, avaliações e regras do próprio canal. As plataformas mudam, e o seu negócio precisa se manter de pé mesmo quando elas mudarem.

Quem deseja entrar ou se manter nesse nicho, precisa estar atento também sobre as regras gerais de locação no Brasil, e a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) que determina a locação para temporada e traz parâmetros importantes.

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